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segunda-feira, abril 19, 2010

Daniel Caron
O escritor, ator, poeta, músico e dramaturgo, Luiz Felipe Leprevost, de 31 anos, expressa através das palavras os sentimentos mais íntimos da alma humana.

"Pescador da barca bela/Onde vais pescar com ela/Que é tão bela/Oh pescador?". O poema Barca bela, do escritor português Almeida Garrett foi apresentado a Luiz Felipe Leprevost por um professor do Colégio Paranaense, em Curitiba. Ele estava na sétima série e ainda guarda na memória as estrofes declamadas em sala de aula.

Talvez ali fosse o início do que os próximos anos lhe reservariam. A sensibilidade em observar as coisas do mundo começou cedo e logo ele percebeu a folha de papel como cúmplice de seus conflitos e alegrias.

O curitibano de 31 anos é escritor de frases que expressam os sentimentos mais íntimos da alma humana e também um espectador crítico da vida. Entre as principais publicações do autor estão o livro de poesia Ode mundana (2006) e os de contos Inverno dentro dos tímpanos (2008) e Barras antipânico e Barrinha de cereal (2009) ele ainda mantém um blog, o notasparaumlivrobonito.

Leprevost é um artista multifacetário. A poesia o levou para o teatro e as questões cênicas foram aprofundadas na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio de Janeiro. A experiência como ator e dramaturgo o conduziram para uma vivência diferente de sua obra. "Experimentar os textos no seu próprio corpo é sempre um aprofundamento, é sempre se rever, se reinventar".

Ultimamente, ele tem se destacado em Curitiba como dramaturgo, principalmente em parceria com a diretora Nina Rosa Sá. É dele o texto das peças Na verdade não era - que esteve em cartaz por três temporadas - e Pecinhas para uma tecnologia do afeto.

Depois de comprar seu primeiro livro aos 14 anos, Antologia poética, ele queria ser como Vinícius de Moraes - ao mesmo tempo escritor e compositor. Motivado pela canção Geni e o Zeppelin, de Chico Buarque, ele percebeu que a música pode ser "vista com os ouvidos" e se encantou com a ideia.

Hoje, ele cultiva parceiros como Troy Rossilho e acredita que existe um tipo de poesia feita para canções. Para o escritor, letra de música é poesia, é "um jogo que você propõe com as palavras, como você encadeia essas palavras e procura a musicalidade nelas".

Nesta entrevista, que aconteceu no Café Mafalda, Leprevost falou sobre as palavras em suas mais diversas formas de expressão.

O Estado: Você se lembra do momento em que a poesia surgiu na sua vida?

Viajava com a família. No rádio do carro tocava Cabocla Tereza, de Raul Torres e João Pacífico. Os vocais combinados às violas, que tornavam pública uma trágica estória, me fisgaram os poros. Eu era uma criança de dez anos, e tive um alumbramento.

O Estado: Que motivações o levam a escrever?

Talvez os humanos mecanismos de se estar sozinho e sem explicação em mim sejam preponderantes. Talvez por acreditar que a literatura é uma das boas chances que a memória tem de perdurar e nossa ancestralidade se fazer inextinguível. Mas quem pode dar certezas? Escrevo mesmo para ter dúvidas e contradições.

O Estado: Quando você percebeu que já era um escritor?

Quando notei que passava horas debruçado sobre o caderno. A mão direita doía mas não largava a caneta. Me via obsessivamente anotando fragmentos de vidas, as minhas e as dos outros. Inventando. Me transformei num fazedor de cebolas, confeccionando a partir do miolo, de dentro pra fora, devolvendo-lhes camadas, num exercício pra vida toda.

O Estado: Que caminhos o levaram ao teatro?

Nutria o desejo de produzir textos teatrais. Em 2002 fiz uma oficina de final de semana para atores. Não parei mais. Precisei me formar ator, experimentando textos com o corpo, pra só daí me sentir capaz em relação à dramaturgia. Então, em mim, quem escreve pra teatro não é o escritor, mas o ator. O que é um paradoxo (que me agrada, aliás), já que sou essencialmente escritor.

O Estado: E a música, como foi esse encontro?

Aos 14 anos me deparei com Geni e o Zepelim, do Chico Buarque. Recebi tal potência intuitivamente. Hoje posso apontar algo de suas inúmeras qualidades: A indicação da hipocrisia. O fato de ser uma canção narrativa, com personagens e ação central que evolui. É música pra gente ver com os ouvidos. É literatura sonora. É ontológico, vem da nossa necessidade de enunciação.

O Estado: Como é para você fazer parcerias no trabalho com teatro e música?

Minhas parcerias começam com o afeto. Sou incapaz de criar com alguém sem que a amizade chegue antes. É o caso de meu providencial encontro com a diretora Nina Rosa Sá. Também isso se dá em relação às canções que componho ao lado de Troy Rossilho e, mais recentemente, Thiago Chavez. E mesmo em literatura, nos projetos desenvolvidos com Fabiano Vianna.

O Estado: Quais são as especificidades de produzir um texto dramatúrgico?

Claro que há técnicas e estratégias de composição, mas vão nesse ofício também fatores imponderáveis. No meu caso conta o endereçamento, para quem escrevo e a que tipo de provocação respondo. No mais, adoro ver o texto se levantando do papel, como se Frankenstein viesse ter no mesmo plano de Mary Shelley.

O Estado: Como acontece o seu processo criativo para compor uma letra de música?

Prefiro letras que nascem do convívio com os parceiros, de conversas inteligentes. Nós humanos nos expressemos por metáforas, analogias, de modo que há poesias órfãs por aí na fala das pessoas, pedindo existências mais cantáveis. Basta que estejamos abertos e as canções se agarram na gente.

O Estado: Como você analisa a produção literária em Curitiba?

Se olhamos trabalhos de Assionara Souza, Paulo Sandrini, Carlos Machado, Daniel Gonçalves, Fabiano Vianna, Otávio Linhares, Greta Benitez, Rodrigo Madeira, Edson Falcão, Fernando Koproski, Léo Glück, Sabrina Lopes, Alexandre França, Paulo Biscaia, podemos nos gabar de em Curitiba haver uma das melhores literaturas do País. Incluídos os mestres, Dalton Trevisan, Paulo Venturelli, Thadeu Wojciechowski, somando-se ainda Manoel Carlos Karam, Jamil Snege, Valêncio Xavier (que deixaram obras monumentais), aí não tem pra ninguém.

O Estado: Quais são as dificuldades de ser um escritor no Brasil?

Não só a dificuldade de sobreviver em termos práticos, em relação à moradia, comida, contas, etc, mas também a necessidade de superação do diletantismo, a coragem pra seguir mesmo sem certezas, agindo com fé na amplidão humana.

domingo, abril 18, 2010

Leprevost na revista coyote e nesta terça no Wonka Bar.

COYOTE é editada pelos poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Projeto gráfico de Marcos Losnak. Distribuição nacional (em livrarias) pela Editora Iluminuras.

COYOTE 20 // 52 páginas // R$ 10,00

Uma publicação da Kan Editora. Vendas em livrarias de todo o país pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161 (site: www.iluminuras.com.br). Pode ser adquirida também na internet pelo Sebo do Bac: www.sebodobac.com

Contatos: losnak@onda.com.br / rgarcialopes@gmail.com / zonabranca@uol.com.br

Fone: (43) 3334-3299 / (11) 3731-3281

PATROCÍNIO: PROMIC – PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA – SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA (PR)

Imperdível.


quinta-feira, abril 15, 2010

Parceria com o poeta Jorge Barbosa


réquiem prum inimigo

jorge do irajá | MySpace Music Videos


Estava eu de bobeira num destes dias cinzas da nossa cidade sorriso, quando Jorjão, o poeta intenso das noites selvagens, me liga querendo tomar uma cerveja. Já pensando no estrago que iria fazer no fígado, fui até o local onde o amigo morava e me admirei: era um cubículo alugado no largo são francisco que mais parecia um cenário de um dos contos do Charles Bukowski. O poeta havia acabado de acordar e eu esperava a sua aparição na frente do Torto Bar junto com o também poeta Bruno San Roman. Jorge me contava de um caso de amor que não havia dado certo e me mostrou a letra "réquiem para um inimigo". "Esta cabe legal no teu estilo", ele me dizia. Comecei a fazer a canção. Jorge não botou muita fé no que eu estava fazendo e resolveu reger o coreto "vai de blues, França. Vai de blues". Foi aí que nasceu esta música que Jorge resgatou em seu myspace e que eu (o irresponsável) havia dado como perdida. Esta gravação foi a primeira, logo depois de terminado o serviço. Grande dia, Jorjão.

sexta-feira, abril 09, 2010

Ivo Rodrigues

segunda-feira, março 22, 2010

E amanhã:

APAREÇAM!
Dica da semana
Produto – de Mark Ravenhill


Ontem fui assistir a uma montagem genial da peça “Produto” do autor britânico Mark Ravenhill. No palco, apenas duas poltronas. Uma luz simples, os atores sempre em evidência. E em primeiro lugar, o texto. Um produtor/diretor da industria cinematográfica tenta vender um roteiro para uma atriz. Começa então uma descrição do que seria a história: uma mulher viaja de avião, ao seu lado um homem moreno (que aparenta ser mulçumano), os dois se apaixonam, mas algo vai acontecer. A partir daí, algumas respostas e estratégias são colocadas para a solução da trama. Surge uma avalanche crítica do que Hollywood poderia fazer para vender o seu produto. Nada mais importa: as torres gêmeas, o fundamentalismo islâmico, o apartamento cool num bairro londrino, o terrorismo, a Eurodisney – o que realmente importa, é se o roteiro dará certo. Se o filme ganhará prêmios. Se este produto venderá milhões, bilhões. Uma crítica contundente ao triturador mecanismo da industria cultural e da cultura de massas. Vale a pena assistir. Tem só mais uma apresentação hoje.

quinta-feira, março 18, 2010

Lançamento das peças do Núcleo, com as presenças de Marião Bortolotto, Alvim e Gabriela Melão. Tudo chique, tudo charme. APAREÇAM!

terça-feira, março 16, 2010

Grande Thiago!

sábado, março 13, 2010

APAREÇAM!

quinta-feira, março 11, 2010

Campanha Bogotá

sábado, março 06, 2010

Confraria da Costa: uma das melhores bandas de rock de Curitiba



Ontem tive a oportunidade de assistir ao lançamento do cd da “Confraria da Costa” no Jokers. Foi uma grande surpresa. Assim como acontece com outras bandas em Curitiba, como a “Copacabana Club”, a “Confraria”, mesmo com um temporal dos infernos, contava com um séquito de fãs que entoava em coro grande parte das canções cantadas pelo carismático vocalista Ivan Halfon.

Com uma ironia e sarcasmo próprios de bandas dos anos 70 e 80 como “Os Mutantes” e tantas outras (“Joelho de Porco” ou “Premeditando o Breque”), a “Confraria da Costa” investe numa temática própria (piratas em alto mar), com uma unidade e coerência de linguagem raras hoje no rock nacional. As roupas, o modo de se portar no palco, o chapéu do violinista Jan caído no rosto (lembrando uma espécie de “slash do violino”) e até mesmo o jeito de Ivan cantar (bem como suas caras e bocas) remetem à temática da pirataria, principalmente àquela praticada pelos ingleses entre os séculos XVI e XVIII, hoje romantizada por filmes como “Piratas do Caribe”.

Com um arsenal de influências bem dosadas à sonoridade do conjunto (sem parecer cópia, ou até mesmo retrô), que vão desde grupos mais recentes como o Gogol Bordello (apelidado de “punk-rock-cigano”), passando pelas excentricidades musicais de um Frank Zappa, e pelo rigor instrumental de um Jethro Tull, até clássicos do underground norte-americano como Tom Waits, a “Confraria da Costa” consegue verticalizar, através da galhofa e da ironia, o discurso de “pirataria” para além de uma liberdade romântica. Seu som meio celta-irlandês, faz, na verdade, uma crítica sarcástica ao nosso tempo.

Por exemplo, a canção que abre o trabalho,“Homo Tudo Sapiens”, brinca com o excesso de nomenclaturas utilizadas pela ciência para a classificação dos elementos do mundo. “Depois de amanhã vai chover/ e não há nada que homo não sapiens/ não há nada que homo não sapiens responder”. Para a ciência, tudo é classificável, e para a “Confraria da Costa” este é um fato no mínimo curioso: até que ponto sabemos tanto quanto a ciência prega que sabemos? Com certeza, um comentário que passa longe da já batida questão sobre os limites da ciência.

Em “Certamente a mente mente” (um dos hits da “Confraria”) o grupo nos dá a dimensão da potência de significados que um simples jogo de palavras pode proporcionar. Provavelmente influenciada pelo escritor Paulo Leminski, mas tirada, é claro, do mote “o poeta é um fingidor” de Fernando Pessoa, onde o poeta extrai a poesia de dentro da palavra, esta canção encanta pela malandragem do refrão (“certamente a mente mente tanto mente que nem sente a semente que plantou”) cantada em coro no cd com vozes guturais pelos integrantes da banda.

“És cadavérico”, em clima de barco em alto mar, fala sobre a modorrenta rotina dos seres-humanos “neste mundo clorofórmico em que vives (...)”. Já em “À Deriva” (irônica ao extremo), percebemos uma alfinetada niilista na imobilidade latente nos homens, “quem te deixou neste barco à deriva, sabia nada de navegação”. “Confidencial” e “Réquiem”, claramente influenciadas por Tom Waits, nos mostra um indivíduo que precisa se livrar de suas coisas, seus objetos, seu universo material, para tentar se entender com o mundo e consigo mesmo. “Por que hoje eu descobri o que é a vida/ mas agora não há mais como contar”. Que banda hoje possui este calibre poético? Esta visão de mundo tão apurada e específica?

Enfim, poderia falar muito mais das canções da “Confraria da Costa”. Eles dão muito o que falar (mas como dizem por aí, blog é rapidez). Só espero que a multidão de fãs, que eu encontrei ontem lá no Jokers (dá qual já faço parte), aumente cada vez mais. Para que lá no Rio ou em São Paulo possamos finalmente bater no peito com orgulho e dizer “esta banda é de Curitiba, sabia?”

Para ouvir a "Confraria da Costa" é só entrar no www.myspace.com/confrariadacosta

sexta-feira, março 05, 2010

APAREÇAM!


Clique na imagem para ampliá-la.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

colando do Luiz Felipe - www.notasparaumlivrobonito.blogspot.com

pássaro ruim, de rodrigo madeira, na gazeta do povo

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Aí está Rodrigo Madeira, fotografado por Priscila Forone. .

.....Saiu no Caderno G, da Gazeta do Povo de 24/02/2010, texto assinado por Márcio Renato dos Santos, sobre o livro Pássaro Ruim, do meu bróder Rodrigo Madeira. Veja aí que bacana.
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. ...Rodrigo Madeira se apresenta
.....mais maduro em novo livro
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A poesia está no centro da vida de Rodrigo Madeira. Mas não como escudo ou cortina de fumaça. O poeta sabe que a arte pode aproximar o homem ainda mais da realidade. A poesia, no caso dele, é uma maneira de evidenciar o quanto o ser humano é precário, finito e tem limites.
.....Todas essas nuances estão sugeridas no livro pássaro ruim (em letras minúsculas), que Madeira autografa hoje, a partir das 19 horas, no Paço da Liberdade.
.....Se, como diz a voz das ruas, um amor se cura com outro, Madeira supera um livro com outro livro. Ele reuniu em pássaro ruim poemas que escreveu a partir de 2008, com a finalidade de superar tudo o que aglutinou em Sol Sem Pálpebras, de 2007.
.....Não que negue o que escreveu. É que ele precisa enunciar. O quê? Tudo. A sua luta corporal com o mundo, por exemplo.
.....Madeira tem 30 anos, nasceu em Foz do Iguaçu, mas está em Curitiba desde os12 anos. Sente-se e se considera curitibano. A capital paranaense está no imaginário dele: “Curitiba é uma cidade que pensa ser Curitiba”, escreveu no poema “Uma Ode”, texto inventivo presente em pássaro ruim, em que cita de Dalton Trevisan à Boca Maldita.
.....O poeta pagou pela edição do livro. Foi a opção, a única viável no momento, uma vez que Madeira não aguentaria deixar os inéditos na gaveta, ou no arquivo Meus Documentos no desktop de seu computador.
.....E, se supera uma obra com outra, já tem outro livro, mas nem cita o nome, muito menos o assunto de seu próximo projeto.
.....“Combinar códigos antipáticos”. É assim que Madeira entende o fazer poesia. Que, para ele, também é surpreender.
.....Colocar, por exemplo, em um tabuleiros palavras-souvenirs e fazer um inédito jogo linguístico. Para exemplificar, cita o início de seu poema “balada da cruz machado”: “uma rua à queima-roupa/ louca, brilhante, sem fôlego/ rua-vicia, rua-oxímoro.”
.....Madeira poderia dizer, se fosse um prosador, que a Rua Cruz Machado é um labirinto em linha reta. Ou que, lá, é o local para encontrar os “zumbis curitibanos”. Afinal, entre uma esquina e outra, todo o perigo pode surpreender um ser humano.
.....Mas, poeta que é, Madeira apresenta a sua leitura daquele trecho de inferno no coração da capital: “rua-vício, rua-oxímoro.”
.....O artista visceralmente envolvido com o inventar-língua acredita que o poeta tem de estar cara a cara com a vida. Ele, por meio de seu flerte com o real, reinventa o que vê e, depois de muito trabalho com as palavras, apresenta a sua versão lírica e feroz da realidade.
.....Madeira escreve para ser lido (e compreendido). E justo ele, que é poeta desde que era analfabeto, como costuma repetir. Antes de aprender a escrever, já queria comunicar o que sentia e apreendia.
.....Foi em meio a excertos de poemas, nas apostilas do Colégio Positivo, que começou a conhecer poesia. Depois, leu muito. Percorria páginas de obras poéticas até mesmo sem compreender, apenas para se contaminar, apaixonar e, posteriormente, sentir deleite com os textos dos grandes autores.
.....Hoje, no segundo livro autoral, ele proporciona deleite aos leitores por meio de uma voz peculiar e madura.

Márcio Renato dos Santos
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terça-feira, fevereiro 23, 2010

lançamento de pássaro ruim, de rodrigo madeira

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Foto: Ricardo Pozzo

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Lançamento do livro
Pássaro Ruim,
de Rodrigo Madeira.
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Às 19 horas,
dia 24 de fevereiro, quarta-feira,
na Livraria do Paço da Liberdade
(Praça Generoso Marques).

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Em dose dulpa no Festival de Curitiba!



Dois textos meus serão apresentados no Festival de Curitiba deste ano. A montagem Gina, que será apresentada no Teatro da Caixa, com interpretação da maravilhosa atriz Maia Piva, e o texto (você) que ganha leitura dramática com direção da talentosíssima Nina Rosa Sá, na 1º Mostra SESI de Dramaturgia. Os ingressos para o festival já estão a venda. Mais informações no http://www.festivaldecuritiba.com.br.

Gina

Gina, uma senhora no auge de seus cinquenta anos, se apaixona pelos namorados da filha de vinte, e, por meio deste sentimento, acaba construindo universos imaginários, onde as relações humanas adquirem um aspecto distorcido.

Com Maia Piva
Texto e Direção: Alexandre França

dias 23/03 - 15:00,
24/03 - 21:00,
25/03 - 18:00,
26/03 - 21:00
- Teatro da Caixa -
R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia)
mais info no site www.dezoitozeroum.blogspot.com

(você)

Um homem, várias vozes. É a partir deste mote que a peça "(você)" se desenrola. Seis atores representam a cabeça de um indivíduo que há tempos não sai da frente da televisão. A plateia é convidada a entrar em sua mente para desvendar o que acontece a sua volta. Em meio a tanta informação se escondem segredos e neuroses que podem definir o destino da personagem.

Texto: Alexandre França
Direção: Nina Rosa Sá

dias 23/03 - 15:00,
24/03 - 18:00
Teatro José Maria Santos
Entrada Gratuita

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Não é no porão do Wonka, mas é uma sonzeira.
O nome é Hannelore Muyllaert
A música é de Boris Vian



mais info http://www.hannezingt.be/

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Roberto Alvim - O Teatro da Penumbra

A iluminação escassa e a ênfase no texto são as principais características de Roberto Alvim - um dos destaques da nova geração de encenadores

Por Gabriela Mellão

A A A

O diretor e dramaturgo Roberto Alvim no Club Noir, em São Paulo. No seu teatro, a palavra funciona como força ordenadora na escuridão Foto: Gui Mohallem (       0)
Gui Mohallem
O diretor e dramaturgo Roberto Alvim no Club Noir, em São Paulo. No seu teatro, a palavra funciona como força ordenadora na escuridão

A descoberta do poder das palavras se deu quando o carioca Roberto Alvim, 36 anos, era uma criança de 8. Sozinho em casa numa tarde, aventurou-se na biblioteca de seus pais, onde encontrou o volume de capa preta com um título irresistível: Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe. Pela janela entreaberta podia ver o cemitério do outro lado da rua, mas a luz no quarto era crepuscular. O menino devorou o conto O Gato Preto, mas fraquejou em Berenice - história macabra de um homem obcecado pelos dentes da prima morta. Em pânico, correu para a rua, em busca de gente. "Pela força da literatura, daquelas palavras, num simples livro, o mundo inteiro ao meu redor ganhou novo significado", conta Alvim. À frente da companhia paulista Club Noir, ele vem explorando o palco como um espaço da escuridão, onde a palavra é a força ordenadora. É o caso de A Terrível Voz de Satã, espetáculo do inglês Gregory Motton cuja temporada será retomada em março, e de O Quarto, peça do irlandês Harold Pinter cuja montagem lhe rendeu o prêmio de melhor espetáculo no 5º Prêmio Bravo! Prime de Cultura.

Três diretores dominaram a cena brasileira nos últimos trinta anos: Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa e Gerald Thomas. Ao lado de Antonio Araújo, encenador do Teatro da Vertigem, e Enrique Diaz, Roberto Alvim é um dos destaques da geração de encenadores que veio para suceder a anterior. Como acontece com Antunes, Zé Celso ou Gerald, são diretores cujo estilo se reconhece facilmente. O de Alvim é marcado por duas características. A primeira, o uso da palavra. Ele faz parte de um time de diretores que aposta na força do texto - no caso do Club Noir, de dramaturgos contemporâneos. Além de Motton e de Pinter, a companhia, nova, já encenou no Brasil o norueguês Arne Lygre (Homem Sem Rumo) e um texto do próprio Alvim (Anátema).

A segunda característica é o trabalho peculiar com a iluminação. Nas peças recentes de Alvim, a escuridão domina a cena, abrindo espaço para o imaginário, fazendo ruir as barreiras entre vida e morte, concreto e abstrato, tempo e espaço. Isso demanda um trabalho rigoroso de preparação vocal dos atores, realizado de modo primoroso sobretudo por Juliana Galdino, uma das mais talentosas atrizes da nova geração, que é também mulher de Alvim e fundadora ao seu lado da Club Noir. Além de resgatar o valor supremo da palavra, a penumbra exige imaginação do espectador para a compreensão da obra. "Temos que enxergar a parcela de vida que ainda não foi sufocada pela tempestade de imagens e barulho do mundo atual", diz.

Alvim se convenceu a aderir a essa espécie de estética da penumbra também por acaso. Embora possuísse a inclinação para espetáculos com pouca luz, o diretor resistia. "Isso não pode, isso não é teatro", dizia a si mesmo. Em 2007, poucos dias antes de estrear Homem Sem Rumo, faltou luz na sala de ensaio. "A luz de emergência iluminava muito tenuamente o espaço, e me fez perceber que se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena", diz.

CABANA NO PIAUÍ

A carreira de Alvim tomou rumo depois de uma crise pessoal. Aos 22 anos, ele abandonou uma precoce e já profílica trajetória como diretor para se recolher dentro de si, quase à margem da vida, resultado de uma experiência gerada pela prática de meditação. Formado na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio de Janeiro, Alvim montava de três a quatro peças por ano, recebendo boas críticas. Um dia, parou tudo, experimentando o que chama hoje de "cessação da formalização da linguagem". Ficou três dias sem falar, entrando depois em um estado de contemplação, se comunicando o mínimo possível. A experiência evoluiu para extremos: durante 21 dias ficou sozinho numa cabana no sertão do Piauí, andando descalço, comendo o mínimo possível e usando a mesma roupa preta. Depois disso voltou ao Rio de Janeiro, para a casa dos pais, onde deu prosseguimento a esta vivência. Cerca de um ano e meio depois, recebeu um telefonema. Era um convite para dirigir uma peça. Na verdade, um convite para retornar à vida. "Estava ensaiando uma saída para me tornar andarilho, mendigo, mas, por algum motivo, resolvi dar três passos para trás e aceitar a direção".

Depois de retomar a carreira, voltar a dirigir e escrever, Alvim foi chamado para lecionar história do teatro e dramaturgia na CAL. Aos 27 anos de idade, tornou-se diretor artístico de uma pequena sala do Teatro Carlos Gomes e posteriormente do Teatro Ziembinski, no Rio de Janeiro. Dedicou-se, então, à causa da nova dramaturgia brasileira, inicialmente promovendo leituras de textos, depois encenações e cursos de escrita teatral. "Pedro Brício, Daniela Pereira de Carvalho e outros dramaturgos que produzem direto lá no Rio surgiram a partir desse projeto", diz.

A empreitada foi interrompida em 2006 quando Alvim se mudou para São Paulo para viver com Juliana Galdino. Pouco depois, a atriz saiu do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) de Antunes Filho, para fundarem juntos a Club Noir. A companhia tem como norte apresentar autores contemporâneos inéditos no Brasil, através de montagens que investigam esta estética da penumbra. Sua sede fica na rua Augusta, em São Paulo, e o espaço segue a linha de outros teatros da região central da cidade, que combinam sala de espetáculos com café - como os Satyros e Parlapatões, criadores de um modelo de negócio que viabilizou o teatro alternativo de São Paulo. A companhia garante o aluguel de seu espaço também com o lucro obtido em cursos de formação de ator, ministrados por Alvim e Juliana. A partir deste mês, e até o fim de fevereiro, a dupla apresenta o resultado destas oficinas, a II Paralela Noir - com montagens de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, e Os Gigantes da Montanha, de Luigi Pirandello, dirigidas por Alvim, e Anjo Negro, também de Nelson Rodrigues, dirigida por Juliana.

ovo frito em cena

Como diretor, Alvim trabalha suas idéias à exaustão. Fez sete versões integrais de O Quarto até dar-se por satisfeito. Partiu de uma concepção realista - na qual Juliana se movimentava em uma cozinha e fritava um ovo em cena - para chegar ao extremo oposto desta ideia, menos visual. "É preciso começar de forma figurativa, trabalhando as camadas mais óbvias do texto, para depois entrar naquelas ligadas à essência da obra", afirma. No caso de A Terrível Voz de Satã, tentou iniciar o processo de criação a partir da estética de O Quarto, mas desistiu. As dificuldades eram outras. Ao longo de um ano de ensaios diários, experimentou 19 versões de montagens. Entre elas, uma que fazia referência ao universo da magia negra - com rituais iluminados por velas, invocações satanistas e até bode empalhado em cena.

"A Terrível Voz de Satã não é de maneira nenhuma uma ruptura de O Quarto, e muito menos uma repetição, é um desdobramento" explica. A peça faz a tradução cênica da ideia satânica de legião, evocando uma passagem do Evangelho de Marcos -- aquela em que um homem possuído, inquirido por Jesus sobre qual era o seu nome, responde: "Legião, porque somos muitos". Na peça, o protagonista, um marinheiro irlandês de nome Tom Doheny, é concebido como um ser dotado de cerca de duas dezenas de vozes interiores. Ele faz uma viagem onírica em busca de si mesmo, personificando, em sua trajetória, todos os homens que caminham sobre a terra. O resultado é perturbador - e difícil. No teatro de Alvim, o que se apresenta é uma realidade estranha ao cotidiano. São jogos de linguagem cuja compreensão, às vezes, demanda esforço. E talvez esse esforço altamente recompensador - de tatear na escuridão em busca de novos significados - seja tudo o que exige do grande teatro, de Sófocles a Shakespeare e aos dias de hoje.

Gabriela Mellão é jornalista e dramaturga, autora de Parasita, entre outras peças.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Tirado do blog Figurino e Cena.

(foto de Albert Nane)

"Todo mundo sempre soube que eu adoro falar bem dos artistas e trabalhos que eu me relaciono e admiro. Reconheço em mim a virtude de admirar artistas e trabalhos diferentes entre si, desde que sejam sempre de boa qualidade. Estilo nunca me aprisionou muito. Gosto de transitar, mas ao mesmo tempo de também permanecer. Isto sempre ocorre quando acredito realmente em algo. Distingo sempre entre aquilo que é bom daquilo que é ruim, nunca entre aquilo que é certo daquilo que é errado. Neste ano de 2010 continuarei valorizando o trabalho dos artistas que tem o que mostrar. Profissionais que admiro e que sempre estou por perto, mesmo que seja só para admirar. A lista é grande. Escolhi começar por Alexandre França.
É ótimo poder lembrar que vêem surgindo em Curitiba uma nova geração de dramaturgos. Alexandre França, dramaturgo e músico, é uma boa lembrança de um representante desses autores. É ótimo também lembrar que esses novos dramaturgos vêem diretamente ao encontro dos interesses dos novos encenadores de plantão. Um bom texto sempre é muito sonhado pelos profissionais do teatro.
Admiro muito o trabalho dos bons dramaturgos, com linguagens distintas, com estilos e estruturas interessantes. Dos dramaturgos já veteranos em Curitiba cito, entre outros tão talentosos, o nome de Sueli Araujo e Paulo Biscaia que sempre me fascinaram pelo trabalho autoral, cada um no seu estilo, mas ambos geniais no que acreditam. Uma boa dramaturgia sempre influiu muito na qualidade final do espetáculo.
Alexandre França é um autor que veio da música, já que esta foi a primeira atividade profissional que exerceu. Ele já teve dois CDs gravados e produzidos, A SOLIDÃO NÃO MATA, DÁ A IDÉIA em 2006 e MUSICA DE APARTAMENTO em 2009. Na área da música, França sempre esta muito bem acompanhado de excelentes músicos.
Tenho acompanhado seus textos desde o primeiro a ser encenado em 2007 com as atrizes Helena Portela e Verônica Rodrigues, UM IDIOTA DE PRESENTE, quando fui convidado para fazer o figurino e o cenário desse e do próximo espetáculo, FINAL DO MÊS com Claudete Pereira Jorge e Helena Portela no elenco e Verônica Rodrigues na produção. Depois disso, o França escreveu alguns textos, apresentados em leituras dramáticas ou apresentações que não pude estar presente e também outros textos que tive a oportunidade de ler. Cada um tem suas características e qualidades específicas. Vi também GINA, monólogo escrito para a triz Maia Piva. Seus textos estão cada vez melhores. Nos últimos que li, ainda não encenados, vi novos apontamentos na estrutura e no estilo, novidades que vieram para amadurecer muito e deixar suas tramas ainda mais sofisticadas.
Fique de olho.
Vida longa a Letra e a Música de Alexandre França.
Os artistas e o público curitibano agradecem".


Paulo Vinícius
Ator, cenógrafo e figurinista.
do blog
Figurino e Cena

Visite o blog Figurino e Cena
www.figurinoecena.blogspot.com



terça-feira, dezembro 22, 2009

Lendo Bukowski no ônibus.


"A chamada continuava. Eu achava bacana que houvesse tantas vagas de trabalho, embora isso também me preocupasse - provavelmente seríamos lançados uns contra os outros de alguma maneira. A lei do mais forte. Sempre havia homens à procura de empregos na América, sempre essa oferta de corpos exploráveis. E eu queria ser um escritor. Quase todos eram escritores. Nem todos acreditavam que podiam ser dentistas ou mecânicos de automóvel, mas todos tinham a impressão de que podiam ser escritores. Daqueles cinquenta caras ali na sala, provavelmente quinze consideravam-se escritores. Quase todos usavam palavras e sabiam escrevê-las, isto é, quase todos podiam ser escritores. Mas a grande maioria dos homens, afortunadamente, não é composta de escritores, ou mesmo de taxistas, e alguns homens - muitos homens - , infelizmente, não são nada".

do romance Factótum de Charles Bukowski
tradução: Pedro Gonzaga.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

terça-feira, dezembro 15, 2009

sexta-feira, dezembro 11, 2009

11 de dezembro no ACT - Espaço Cênico

(R. Paulo Graeser Sobrinho, 305), (41) 3338-0450.

A Lingua Cortada
De Alexandre França
Direção: Edson Bueno
Com Rosana Stavis e Pagu Leal

às 21h - Entrada Franca

Sinopse de "A Língua Cortada"
Duas mulheres começam uma discussão depois de jogar o jogo da verdade. Pouco se sabe sobre suas vidas, apenas que podem estar mentindo ou falando a verdade sobre determinados assuntos, que não sabemos ao certo o que são. “A Língua Cortada” fala sobre a tênue linha que separa o verdadeiro do falso. A peça pouco a pouco nos mostra o absurdo de se falar “verdades”, ao por em cheque a lógica de um discurso puro, sem preconceitos, ideologias ou “segundas intenções”.
Destaques na programação do fim de semana

Publicado em 11/12/2009

Leituras


No Espaço Cênico, dois dos principais diretores da cidade comandam leituras. Edson Bueno dirige A Lingua Cortada, do dramaturgo curitibano Alexandre França, com as atrizes Rosana Stavis e Pagu Leal, nesta sexta. No domingo, Felipe Hirsch colocar a Sutil Companhia diante de escritos de J. D. Salinger (O Apanhador no Campo de Centeio).

Apareçam!

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Genial



A Banda Mais Bonita da Cidade
cantando Leo Fressato

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Outras Leituras no Caderno G

Elenize Dezgeniski / Ranieri González, dirido por Nena Inoue, lê três contos de Dalton
Ranieri González, dirido por Nena Inoue, lê três contos de Dalton

Teatro

Trevisan e Salinger no Espaço Cênico

Publicado em 09/12/2009 | Luciana Romagnolli

O Espaço Cênico sedia até domingo leituras diárias de diferentes textos literários empreendidas por diretores e atores locais. Hoje, às 21 horas, a companhia Iconoclastinhas experimenta em cena escritos inéditos de Luiz Felipe Leprevost: O Butô do Mick Jagger, com Uyara Torrente e Martina Gallarza.

Na quinta-feira (10), também às 21 horas, um Dalton Trevisan lírico que ganha voz no solo do ator Ranieri González, dirigido por Nena Inoue. São três contos curtos: “Firififi”, “O Grande Circo de Cavalinhos” e “O Fim da Fifi”, os mesmos apresentados no Teatro da Caixa em setembro de 2008.

A programação, batizada de Outras Leituras, foi pensada para aproximar profissionais da cena curitibana que, segundo Nena, compartilham um olhar específico, fundado no gosto pela literatura, a força da palavra e a concisão. Por seu caráter mais livre, ainda em processo, a leitura cênica é para a diretora um espaço de experimentação maior e de inclusão do público.

As atividades seguem du­­rante o fim de semana com A Língua Cortada, na sexta-feira (11), às 21 horas. O texto de Alexandre França, que Edson Bueno dirige, tem Rosana Stavis e Pagu Leal como porta-vozes de duas personagens que se embrenham em uma discussão depois de participarem de um jogo da verdade.

Sábado (12), no mesmo horário, em vez de leitura está marcada a apresentação do violonista Octavio Camargo e suas canções com parceiros como Thadeu Wojciechowski, Odacir Mazzarolo e Chiris Gomes.

O Outras Leituras termina no domingo (13), às 19 horas, quando o diretor da Sutil Companhia, Felipe Hirsch, e jovens atores escolhidos por ele em uma audição se ocupam de textos do norte-americano J. D. Salinger (de O Apanhador no Campo de Centeio). Na semana seguinte, o Espaço Cênico realiza uma oficina livre de teatro coordenada por Nena Inoue, entre 18 e 20 de dezembro.

Serviço

Outras Leituras. Espaço Cênico (R. Paulo Graeser Sobrinho, 305), (41) 3338-0450. 2ª a sáb. às 21 horas e dom. às 19 horas. Entrada franca. Até 13 de dezembro.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

OUTRAS LEITURAS NO ESPAÇO CÊNICO

Integrando o Corrente Cultural, o Espaço Cênico apresenta a cada dia, uma leitura de texto, reunindo artistas de destaque em distintas áreas da cena curitibana. Os diretores participantes, Paulo Biscaia, Marcio Abreu, Nena Inoue, Edson Bueno e Felipe Hirsch convidaram distintos atores para esta programação que traz à cena uma dramaturgia original, com textos de teatro e literatura. Integram a programação ainda, o espetáculo musical de Octavio Camargo e seus convidados e a Oficina Livre de Teatro, sob coordenação de Nena Inoue, aberta a atores e não atores.

Esta programação com cara e alma curitibana, pretende mesclar distintos artistas, públicos e olhares.

O projeto Corrente Cultural é uma iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba, viabilizada através do Fundo Municipal de Cultura, realizada pelo Espaço Cênico, sob coordenação de Nena Inoue.


PROGRAMAÇÃO

7 de dezembro
Graphic Novel “Folheteen”
Desenhos e texto: José Aguiar
Direção: Paulo Biscaia
Com Michelle Pucci, Leandro Daniel Colombo e Rafaella Marques
Iluminação: Wagner Correa
Sonoplastia: Marco Novack
Realização: Vigor Mortis
Folheteen é de tiras semanais que foi publicada em jornais de Curitiba, como jornal Gazeta do Povo, sendo publicada também no Jornal do Estado, e num especial de O Globo. Vencedora do I COncurso Internacional de Quadrinhos deo Senac-SP em 2005, folheteen fpi publicada em livro peal editora Devir.
O autor José Aguiar define assim o álbum "lembra-se dos melhores anos de sua vida? Eles não foram sua adolescência. Ela é um momento onde tudo é um grande desencontro. Folheteen fala da incapacidade das pessoas de se comunicarem, autoconfiança, tédio, sexo e várias outras coisas que nos atormentam a partir da adolescência. Uma miscelânea de coisas que vivi com outras que vi ou ouvi."


8 de dezembro
Descartes com lentes
De Paulo Leminiski
Direção: Marcio Abreu
Com Nadja Naira
Realização: Companhia Brasileira
Leminski imagina uma hipotética vinda do filósofo francês René Descartes ao Brasil, a convite do conde Maurício de Nassau. Junto com sua comitiva, repleta de cientistas, naturalistas, desenhistas e pintores, Descartes tenta desvendar e descrever as excentricidades e belezas do país tropical, ou seja, procura filosofar sobre o Brasil e o modo de vida do seu povo.
Escrito em meados da década de 60, o texto é considerado o embrião gerador de Catatau, a obra mítica do poeta curitibano.
O exercício cênico é interpretado da Companhia Brasileira faz parte de uma série de estudos que vem sendo realizados desde agosto de 2008, sobre a obra do poeta curitibano, e que fazem parte do projeto VIDA, patrocinado pela Petrobrás.

9 de dezembro
O butô do Mick Jagger
Texto e direção: Luiz Felipe Leprevost.
Com Uyara Torrente e Martina Gallarza
Realização: Iconoclastinhas cia. de teatro

Elas perderam o chão. Perderam a coragem. Perderam o amor. Estão na Tumba, a velha garagem onde ensaiavam sua banda. Mas elas perderam também a capacidade de tocar, de se divertir. Elas foram até o final da fama e agora só se perguntam. Foram fundo na selva dos paraísos artificiais e hoje têm monstrinhos residindo no estômago, acordes estridentes bicando o cérebro, produzindo pesadelos. Elas foram longe demais e por isso não tem mais pra onde ir. É que é mesmo muito difícil voltar ileso depois de se dançar o butô do Mick Jagger.

10 de dezembro
Firififi / O Grande Circo de Cavalinhos / O fim da Fifi
De Dalton Trevisan
Direção: Nena Inoue
Com Ranieri Gonzalez
Realização: Espaço Cênico
Delicada leitura de um Dalton lírico. Em cena, um único ator - menina - velha - homem.


11 de dezembro

A Lingua Cortada
De Alexandre França
Direção: Edson Bueno
Com Rosana Stavis e Pagu Leal


Duas mulheres começam uma discussão depois de jogar o jogo da verdade. Pouco se sabe sobre suas vidas, apenas que podem estar mentindo ou falando a verdade sobre determinados assuntos, que não sabemos ao certo o que são. “A Língua Cortada” fala sobre a tênue linha que separa o verdadeiro do falso. A peça pouco a pouco nos mostra o absurdo de se falar “verdades”, ao por em cheque a lógica de um discurso puro, sem preconceitos, ideologias ou “segundas intenções”.


12 de dezembro
Octavio Camargo e convidados
Apresentação de canções compostas entre 2006 e 2009 em parcerias musicais e poéticas com Thadeu Wojciechowski, Bárbara Kirchner, Luiz Leprevost, Odacir Mazzarolo, Alexandre França, Chiris Gomes e Troy Rossilho.


13 de dezembro
Outras Leituras
Direção de Felipe Hirsch
Realização: Sutil Companhia de Teatro
Profissionais da Sutil Companhia de Teatro juntamente com jovens atores selecionados em audição, à partir de textos de J. D Sallinger.

Dias 18, 19 e 20 de Dezembro.
Oficina Livre de Teatro
Coordenação: Nena Inoue.


SERVIÇO: CORRENTE CULTURAL
Outras Leituras: De 07 a 13 de Dezembro. De segunda a Sábado: 21h. Domingo 19h.
Local: Espaço Cênico. Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305.
Oficina Livre de Teatro: Dias 18, 19 e 20 de Dezembro.
Coordenação: Nena Inoue. Inscrições antecipadas. Vagas Limitadas
Entrada Franca. Informações: 3338 0450 www.espacocenico.art.br


Contatos
Nena Inoue – 41 9236 9466 / 3338 0450 – nenainoue@hotmail.com
Paulo Biscaia – 8814 4625 - biscaia@mac.com
Marcio Abreu – 9965 8098 - marcioabr@gmail.com
Luiz Felipe Leprevost – 9186 3527 / 9624 4333 felipeleprevost@terra.com.br
Edson Bueno – 8406 8187 - efranbueno@uol.com.br
Octavio Camargo – 9699 3851 - octaviocamargo.novoemail@gmail.com
Felipe Hirsch – 11 9229 8888 – felipehirsch@gmail.com

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Grande Thadeu!

Poema para Primeiro de Dezembro

A rataiada miúda já sonha o natal
e um ano novo cheio de felicidades.
Dessa raça, mais da metade foi pro pau
E o resto quer um mundo de facilidades.

Eu escuto o CD do França e está bom.
A vida já é meio caminho andado
e a poesia desse rapaz tem o dom.
O curitibano está bem acompanhado.

Dois mil e nove falta pouco pra acabar
e eu fiquei aqui pensando com meus culhões:
Quantos janeiros ainda até alguém me matar?
Mais quantos fevereiros entre os foliões?

De que tamanho é a sombra que me assombra?
Por que quanto mais estudo mais me faz falta
A inocência pura e besta em festas de arromba?
Não, não é queixa e nem dor o que me assalta…

Apenas acordei com saudades de mim,
mais nada. Vou em frente. E o sol solto lá fora
é aviso de que as coisas não são bem assim.
O mundo é belo e a vida só se for agora!

Antonio Thadeu Wojciechowski
...e na adolescência logo ao lado:

segunda-feira, novembro 30, 2009

Angélica Rodrigues

A melhor

Uma vez eu queria ser a melhor
Nenhum vento ou cachoeira poderia me deter
E depois veio a agitação de uma inundação
estrelas da noite se tornaram um pó profundo
Uma vez eu queria ser a melhor
Dois punhos de uma pedra sólida
Com cérebros que poderiam explicar
Qualquer sentimento

Angélica Rodrigues

Quer mais? Clique aqui www.easuamaetambem.blogspot.com

sexta-feira, novembro 27, 2009

Grande Alexandre Nero!

Amor não é algo que cai na sua cabeça quando vc menos espera. Isso é avião. Amor é outra coisa

Amor não é uma queimação no estômago. Isso é a empadinha estragada que vc comeu ontem. Amor é outra coisa

Vc viver grudada com ele, não é amor. Isso é uma anomalia entre gêmeos univitelinos q nomeamos "gêmeos siameses". Amor é outra coisa!

O amor não é cego....o nome disso é Steve Wonder


Depois de soltar essas piadinhas no Twitter (que sempre é bom, gostoso e me divirto bastante com a galhofice) me perguntaram (ainda em clima de brincadeira) "O que é o amor afinal?", e eu no alto dos meus, muito próximos, 40 anos achei que deveria falar mais sério e me veio:

“A mim, ninguém disse o que é o amor. Eu nem sequer estou certo da necessidade de sabê-lo. Mas se vc quer uma descrição que seja completa, cabal, poderá encontrá-la na Bíblia. Foi lá que Paulo explicou o que era amor.A única coisa errada com a sua definição é que ela nos arrasa. Se amor é isso como Paulo disse que é, então se trata de uma coisa tão rara que dificilmente alguém já a viveu. Mas como texto de leitura em casamentos e outras ocasiões solenes, esse capítulo faz bastante efeito. Por mim, acho que basta uma pessoa ser boa para quem vive com ela. Carinho também faz bem. Bom humor, companheirismo e tolerância. Ambições razoáveis a respeito do outro. Se pudermos servir todos esses ingredientes assim...então já não terá tanta importância o amor.” Ingmar Bergman

Do blog do Alexandre Nero

segunda-feira, novembro 23, 2009

Do Blog da Mostra Cena Breve

Coração de congelador - Súbita Companhia de Teatro

Trecho da crítica sobre a cena "coração de congelador"

(...)

"Na última cena, o grupo parece, num primeiro momento, ter se distanciado ainda mais da proposta temática, da relação entre o amor e a dor, mas, por outro lado, fica a impressão de que entra em cena um novo componente que se relaciona diretamente com a dor de amor: o tempo. O tempo parece ser o protagonista dessa última cena. Nela, os sujeitos são praticamente atropelados pelo cotidiano, pela velocidade em que a vida corre. Uma música dá a dinâmica da cena: a letra descreve situações, mencionando objetos. Os objetos vão entrando em cena, passando de mão em mão. Apesar da dinâmica da cena investir radicalmente na repetição e correr o risco de se esgotar logo, o conjunto da realização é tão singelo que a cena ganha sentido.

A repetição não é, nesta cena, uma exposição de um procedimento interno ou uma formalização postiça. Ela tem significado, oferece ao espectador algumas possibilidades de fruição. É possível pensar que os objetos, apesar de nomeados e reapresentados visualmente, exercem uma ação sobre os sujeitos, a ação do tempo. E, na preocupação de dar conta de lidar com tantas ações físicas concretas num ritmo imposto pela música, os atores param de fazer força para estar em cena e, quase por acidente, a presença de cada um acontece. É neste momento que aparecem os primeiros traços da autenticidade do grupo e, ao mesmo tempo, se estabelece uma distância radical das premissas que estavam em jogo na cena inicial."

Por Daniele Avila
Foto: Elenize Dezgeniski

Maíra, temos que continuar a parceria.

Para ler na íntegra, clique aqui

domingo, novembro 22, 2009

Moradia

Há uma cidade
No meu travesseiro
Um Estado
Embaixo da cama
Um pais
Entre a janela e a veneziana
Um mundo
Num porta-retratos.
E você
Onde mora
Aqui dentro
De casa?

terça-feira, novembro 17, 2009

alexandre nero e leprevost, terça-feira, dia 17, no wonka

Clique no desenho pra ver maior
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O Nero (http://www.alexandrenero.com.br/) divulgou assim lá no blog dele (virou nosso release, hehe), veja aí que legal:
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O Wonka Bar (local que gosto muito aqui em Curitiba) me convidou para participar do projeto Terças Experimentais, composições de primavera. Onde cada terça-feira do mês de novembro apresentam-se dois compositores.
.
Nessa terça, dia 17, estarei eu e meu compadre-parceiro-e amigo bom de briga LF Leprevost.
.
Será uma apresentação íntima, pequenininha... apenas nós dois, só dois violões. Desarmados (e perigosos), mostrando canções inéditas, parcerias, poemas e algumas gracinhas (porque ninguém é de ferro).
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Eu irei cantar algumas músicas que estarão no novo Cd. É pra sentar, beber e ouvir. Nem se animem muito, pois não será um show com balanço e pra dançar. É show pra gente boa da cabeça e doente do pé.
.
A apresentação começa por volta das 21:00 (22:00 pra ser mais exato, eheheh).

Alexandre Nero

quarta-feira, novembro 11, 2009

Revista Lama na FNAC


Apareçam!

segunda-feira, novembro 09, 2009

Troy no Caderno G

(amanhã ele estará no Wonka junto com Octávio Camargo)


Segunda-feira, 09/11/2009

Albari Rosa/Gazeta do Povo

Albari Rosa/Gazeta do Povo / “Às vezes, a vida ‘afunila’, e só mesmo o violão para salvar e apontar novos horizontes”, diz Troy Rossilho
“Às
vezes, a vida ‘afunila’, e só mesmo o violão para salvar e apontar novos horizontes”, diz Troy Rossilho

Perfil

Odisseia Musical

Músico e compositor nascido em Paranavaí e radicado em Curitiba, Troy Rossilho já gravou cinco álbuns e pretende migrar dos bares para a produção em estúdio

Publicado em 09/11/2009 | Marcio Renato dos Santos

A trajetória de Troy Rossilho, 27 anos, é um daqueles casos em que parece que cada passo, pelo menos até aqui, já estava escrito. O destino dele, de certa forma, aparenta estar ligado ao próprio nome. O pai, Cesar, gostava da Guerra de Troia e, por esse motivo, batizou o filho com a versão em inglês (Troy) do nome da cidade.

Cesar, um desses sujeitos que faz o Brasil seguir em frente, um empreendedor, desde muito cedo incentivou o pequeno Troy a ler. Um dia, o filho disse para o pai que queria ser médico. O pai, sem hesitar, rebateu: “Mas por quê? Já tem tanto médico por aí. Por que você não vai ser artista?”. O menino, dia e noite com o violão nos braços, sem guerrear consigo mesmo, seguiu o conselho paterno.

Passa o tempo, talvez 1998, no máximo 1999, e um tio pergunta: “Cadê a tua Helena?”. Troy ainda não conhecia em profundidade os assuntos gregos, mas já sabia que a personagem Helena foi o pivô da Guerra de Troia. Ele fez uma canção chamada “Helena”, a décima faixa de seu álbum Cru, gravado no ano 2000.

Se é acaso ou não, difícil afirmar, mas há quatro anos Troy vive uma relação estável com uma mulher chamada Helena. Trata-se da atriz Helena Portela.

A coincidência é maior ainda. Helena é filha da atriz Claudete Pereira Jorge, que há dois anos viajou para Salônica, cidade grega, para declamar o “Canto 1” da Ilíada, de Homero: nada menos que 700 versos, em meio a uma bienal de artes.

Quando Claudete contou aos gregos que tinha uma filha chamada Helena, poucos acreditaram. Em seguida, ela disse que o namorado da filha se chama Troy. “Pensaram que eu estava contando piada. É realmente muita coincidência esse encontro de uma Helena com um Troy”, diz Claudete.

O que o palco ensina

Há dez anos Troy vai dormir por volta das 6 horas e acorda às 15. Durante essa última década, ele fez história tocando em bares curitibanos. Nem lembra o nome de todos onde se apresentou. Passou pelos palcos do Ciccarino, do Bar Brasil e do Ponto Final. Há poucas semanas, deixou de ser a atração fixa de todas as sextas-feiras do Era Só O Que Faltava. Atualmente, toca todos os sábados no Bar Doce Lar, acompanhado de Marcos Saldanha (bateria), Guaraná (baixo) e Mazzar (guitarra).

De Ataulfo Alves a Chico Buarque. De Nelson Cavaquinho a João Bosco. Troy costuma apresentar canções desses e de outros compositores brasileiros, geralmente músicas não-óbvias. Entre um e outro clássico, ele mostra alguma composição autoral. Já gravou cinco álbuns. Ele faz parcerias com letristas curitibanos, mas as canções mais bem resolvidas de seu repertório pessoal são as que ele compõe ao lado de seu pai. Cesar Rossilho, um profissional liberal, é na realidade um poeta: ele tem um olhar inusitado sobre o cotidiano, o amor e os impasses do ser humano.

Troy aprendeu, “muito”, sobre o comportamento observando o público nos bares onde se apresentou. Ele conta que as noites das sextas-feiras são únicas. É o final da jornada da semana, todos querem alegria e há uma onda de entusiasmo diante da perspectiva dos dois dias de folga que antecedem a próxima segunda-feira e o retorno ao trabalho. “Já vi de tudo. Dos sentimentos sublimes aos mais violentos.” A troca de energia, entre palco e plateia, é uma surpresa a cada nova apresentação.

Além de observar, e entender, as contradições humanas, ele também exercitou e evoluiu como instrumentista e cantor nos bares.

Mudança de estação

Troy inicia um processo que parece irreversível: dos bares rumo ao estúdio. Recebeu o convite do diretor de teatro Marcelo Marchioro para fazer a direção musical da peça Medeia, com previsão de ser encenada no primeiro semestre de 2010, no Teatro Guaíra. Ele já fez trilha sonora para as peças O Longo Caminho, de Edson Bueno, e Um Idiota de Presente (Alexandre França), e ficou muito satisfeito com a experiência.

Há três anos, Troy comprou uma casa de três pisos e no último andar construiu um estúdio profissional, onde já gravou álbuns de artistas locais. Atualmente, as quintas-feiras são reservadas para ensaiar o repertório de seu próximo disco, que será finalizado antes do próximo carnaval. Já tem propostas para gravar jingles para a campanha política do ano que vem.

Amanhã, às 21 horas, ele desce ao porão do Wonka Bar (Trajano Reis, 326), (41) 3026-6272, para, ao lado do maestro, amigo e virtuose do violão Octávio Camargo, apresentar repertório autoral.

Troy segue a sua travessia, e diz, cantando: “Nada mais sincero que o amor em busca de atenção.”


domingo, novembro 08, 2009

A desenhista


Myriam Muniz e Guta Stresser no filme "Nina" de Heitor Dhalia

Sentada na calçada ela
Espera um ônibus que
Nunca chega.
Masca seu chicletes com
A imprecisão da britadeira.
Procura em sua mochila
Caderno, lápis, borracha:
Desenhando o tempo passa
Como o sono passa a hora
De acordar.

No papel
As nuvens chovem,
Os olhos choram,
A tempestade
A tempestade grita
E os prédios ao redor derretem
Braços de concreto, pessoas sonolentas
Caem pouco a pouco pelas
Frestas, bocas e narizes
Da gigante moradia.

As cores agora
Em preto e branco.
O ponto de espera
Vira sua festa de gala.
Ela entra e sai do salão
Como a mãe que diariamente
Busca seu filho na escola.

Seu mundo é um mundo que acaba
Entre um ônibus e outro;
A espera é seu esteio

Anoitece e ela
Prefere dormir
Ali mesmo

Usando o caderno
Como travesseiro

sexta-feira, novembro 06, 2009

Clássicos do youtube
Tom Jobim e Edu Lobo em estúdio cantando "vento bravo"

quinta-feira, novembro 05, 2009

Barão Vemelho - Down em mim


acordei com ressaca
como um mar de manhã
depois do temporal

ainda não me afoguei
como no sonho que tive

estou só esperando
a praia esvaziar.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Jorge Barbosa Filho


Clique na imagem para amplia-la.

domingo, novembro 01, 2009

Alexandre França e Leo Fressato juntos no Wonka Bar


Composições de Primavera 2009

03 de novembro
Alexandre França e Leo Fressato.
No Wonka Bar
Trajano Reis,326
Mais informações (41)3026-6272 / (41)9142-0810

Apareça!

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