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quarta-feira, maio 20, 2009

Semana cheia de bons eventos

Amanhã - Lançamento do livro "Nunca seremos tão felizes como agora" de Fernando Koproski

SOBRE O LIVRO:


A editora 7 Letras está lançando NUNCA SEREMOS TÃO FELIZES COMO AGORA, o novo livro de poemas de Fernando Koproski.

O amor parece já ter sido abordado de todas as maneiras pela poética moderna. Justamente por isso Nunca seremos tão felizes como agora causa surpresa e admiração, pois consegue renovar o tema, trazendo um frescor à forma de escrever a paixão. Fernando Koproski encara a beleza e as dificuldades das relações amorosas inserido-as nas peculiaridades da vida contemporânea.


SOBRE O AUTOR:


Fernando Koproski nasceu em Curitiba, em 1973. É escritor e tradutor. Publicou 8 livros de poemas, entre os quais: Manual de ver nuvens (1999); O livro de sonhos (1999); Tudo que não sei sobre o amor (2003), incluindo CD que apresenta leitura de poemas na voz do autor e temas musicais compostos por Luciano Romanelli; Como tornar-se azul em Curitiba (2004); e Pétalas, pálpebras e pressas, livro selecionado para publicação pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (2004).

Como tradutor, organizou e traduziu a Antologia Poética de Charles Bukowski Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (7 Letras, 2005), bem como a Antologia Poética de Leonard Cohen Atrás das linhas inimigas de meu amor (7 Letras, 2007).

Como letrista, tem composições gravadas por: Beijo AA Força no CD Companhia de Energia Elétrica Beijo AA Força; Alexandre França no CD A solidão não mata, dá a idéia; Casca de Nós no CD Tudo tem recheio; e Carlos Machado no CD Tendéu.


Serviço:


Livro: NUNCA SEREMOS TÃO FELIZES COMO AGORA, 118 páginas.

Autor: FERNANDO KOPROSKI

Editora: 7 Letras


Lançamento:

Recital e sessão de autógrafos com o autor Fernando Koproski. Participação especial do músico Rogério Sabatella.

quando? 21 de Maio, quinta-feira, a partir das 19:30 horas

onde? Local: Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação

av. Sete de Setembro, 2775, centro, fone 41-3330-5119 / 3330-5000

Informações: fkoproski@yahoo.com.br


UM POEMA DE FERNANDO KOPROSKI:


um poeta deve morrer

sem músicas de musas

ao te ver dormir nua

um poeta deve morrer

todas as mortes do sol

no meio das coxas da lua


um poeta deve morrer

porque toda forma

de amar ainda é pouco

e a sua alma já cansou

de tanto se suicidar

no mesmo corpo


(fragmento do poema “um poeta deve morrer” incluído em Nunca seremos tão felizes como agora).


Sexta-feira - lançamento do curta "Balada da cruz machado" de Terence Keller, inspirado no poema de Rodrigo Madeira



Sábado - aniversário do poeta Jorge do Irajá



Apareçam!

segunda-feira, maio 18, 2009


Apareçam!

sábado, maio 16, 2009

Cartola

sexta-feira, maio 15, 2009

Laerte



Via Mário Bortolotto

quarta-feira, maio 13, 2009

Last Recording


Sim estamos num museu

Eu te carrego há tanto tempo

E há tempo repito em minha cabeça: você

Ao alcance dos olhos, com este orvalho triste

A escorrer do seu corpo

Eu te carrego há tanto tempo

Chego a sentir o seu sangue correndo aqui dentro

Embora frios, congelados neste museu

Congelados numa expressão, na expressão que

Todos esperam ver

Eles nos observam

Será que sentem que estou velha?

Quanto tempo mais esperamos para que este museu desabe?

Por que isto é um museu

Estas pessoas a nos olhar

São velhas como um museu

Sim, velhas como um museu

Velhos conhecidos

Velhos turistas

Velhos artistas

Velhos sugadores de alma

Como um velho museu

Elas nos acompanham

Você ao alcance dos olhos

Esperando a minha voz

Mas somos estátuas, não somos?

Eu e você – uma Pietá gelada e preto e branca

Na cabeça das pessoas

O que elas esperam?

A minha benção?

Por que, se nada mais pode ser dito no espaço entre

A confissão e o arrependimento?

Por que,

Se os nossos valores foram tragados

Pela máquina fotográfica?

É proibido tirar fotos, sabia?

É proibido guardar este momento

No armário

Sabia?

(pausa)

eu te carrego há tanto tempo

não sou virgem coisíssima nenhuma

uma vampira, talvez

por beber o teu sangue inebriante

por durante tanto tempo.

Eles sabem

Os velhos sabem que eu preciso do teu sangue

Para continuar

“Continuar o que?” você me perguntaria

se fosse humano, se estivesse vivo

continuar o que?

Eles me querem viva

Por mais uma noite

Até que se apaguem todas as luzes deste museu

Estou cansada

Eles sabem

Estou cansada de te carregar

Eles sabem

Não sou santa

Também não sou de perdoar a todos

Não perdôo mais ninguém (eles que me perdoem)

Eles deverão carregar o fardo medíocre das suas vidas

Enquanto eu te carrego

Posso beber um gole?

Só um golinho?

Para aquecer as cordas vocais

Um golinho deste teu sangue

Deste sangue que me faz continuar

Por mais uma noite

Aqui neste museu

Eles querem que eu cante

Não se preocupe, não vou te abandonar

Você vai ficar na minha frente como um crucifixo

Na beirada da cama

Mais um gole e eu canto

Não pode falar no estúdio!

Shiiii, quietos!

Estou preparada para cantar

E depois morrer

Quem sabe.

domingo, maio 10, 2009

Sobre a morte II

Goya - Dois Velhos Comendo


O obituário das nuvens é escrito pela tempestade, pelo jorro de sangue que circula no interior do significado da palavra chuva. O que de tempo entende o espaço quando este possui morte cerebral? O que nos desloca para o nada mostrando tudo, dizendo-nos “você já está no nada”? O barulho dos ponteiros possui uma harmonia desesperada com o apodrecimento do pensamento. A janela não nos mostra mais o mundo lá fora, ela nos fala “sim, você pode ficar pra sempre aqui dentro”. É o que queremos: usar a morte a nosso favor, a filantropia dos mortos-vivos, tiros em imagens que pareçam seres humanos. Por que o nosso mecanismo de morte nos pede vícios, venenos que nos façam lembrar do fim. Por que desejamos dormir sem saber que dormirmos. Sofrer sem saber que sofremos. Acordar sem saber que acordamos. Morrer sem saber que morremos. Por que lembrar da morte é uma necessidade básica. Uma necessidade que nos vasculha pela manhã a cutucar os sistemas do nosso corpo. E lembrar da morte é sempre lembrar do que fomos um dia. Do que poderíamos ter sido. Do que somos agora.


Lembrar de si mesmo é a morte rindo da sua cara


sábado, maio 09, 2009

Polaco da barreirinha - sempre implacável
(tirado do blog do Leprevost)

Lepre: Por que a arte, Thadeu Wojciechowski, pode ser trágica e linda, se a tragédia na vida é o que de pior pode nos acontecer?


Thadeu:
Amigo Leprevost, uma grande tragédia,
assim como a pimenta no rabo alheio
refresca e tempera, é sempre um prato cheio
para alguém reescrever a divina comédia.

Os humanos adoram rir e fazer média
com as desgraças que não lhes dizem respeito.
Mas quando o raio cai e a gente está no meio
o choque, muita vez, provoca até inédia.

Você não sabe o que fazer. Fica sem pai
nem mãe e pede pelo amor de Deus um fim.
Mas merdas acontecem sempre e a vida vai.

Foi é será eternamente bem assim.
O que não tem remédio, remediado está.
A desgraça vai aonde o desgraçado vá.

Grande abraço

Thadeu

sexta-feira, maio 08, 2009

barra pesada



Via Reka

Citação da semana


“Que indivíduo bem pensante passaria horas, horas todas as noites, assistindo a anúncios? Não parece claro que provavelmente não precisamos de um produto que tem que gastar fortunas chamando atenção para si mesmo?


Ao assistir à televisão e ao comprar o produto estamos endossando esse gasto, estamos silenciosamente reverenciando a idéia de riqueza, a idéia de um estado acima de conflitos, tal como o plebeu que é incapaz de parar de chamar a duquesa de “alteza”.”


David Mamet, Três usos da faca – sobre a natureza e a finalidade do drama.



terça-feira, maio 05, 2009

metalinguajar

Noteboek from Evelien Lohbeck on Vimeo.

segunda-feira, maio 04, 2009

Do site Bem Paraná


Um momento rico em dramaturgia

O Brasil vive um momento muito rico na sua dramaturgia, com o surgimento de novos autores, todos muito produtivos e com diferentes características e visão de mundo. O panorama, bastante promissor, foi traçado pelo dramaturgo carioca Roberto Alvim, no encontro, em Curitiba, com as diretoras Roxana Silbert e Tessa Walker, ambas da Paines Plough, uma das mais importantes companhias de teatro da Inglaterra.

“Em apenas oito ou nove anos configurou-se em centros como o Rio e São Paulo verdadeiros núcleos de novos autores de teatro, a maioria com características marcantes, que conquista público e crítica”, disse Alvim, na mesa-redonda promovida pelo Núcleo de Dramaturgia Sesi Paraná, na noite de quinta-feira (30), que lotou o Teatro José Maria Santos.


Entre outros nomes este o próprio Roberto Alvim, Pedro Brício, Daniela de Carvalho e Daniel Tendler, do Rio de Janeiro, os paulistas Silvia Gomes e Paulo Santoro, os paranaenses Marco Damasceno, Luiz Felipe Leprevot e Alexandre França, além da mineira Grace Passo.


Formação de novos autores – Embora aberto ao público geral, o encontro direcionou-se particularmente aos novos autores que estão sendo formado pelo Núcleo de Dramaturgia Sesi Paraná. Criado neste ano, o Núcleo trabalha a primeira turma. A principal atividade de formação é a oficina ministrada por Roberto Alvim, que começou em abril e se estenderá até dezembro.
O Núcleo de Dramaturgia faz parte das ações do Sesi Paraná para abrir aos trabalhadores das indústrias e à comunidade o acesso a conhecimento e bens culturais. O Núcleo tem a parceria do Centro Cultural Teatro Guaira e o apoio do Sindicato das Indústrias Audiovisual do Paraná.

O projeto é inspirado no Núcleo de Dramaturgia Sesi São Paulo - British Council, criado em 2007. O Conselho Britânico presta apoio cultural trazendo para Curitiba os autores e diretores que vêm participar das atividades de São Paulo.

Diálogo e leitura — Segundo Alvim, a formação se dá menos pelo conteúdo técnico e muito mais pelo diálogo que se estabelece entre os participantes e pela oportunidade que o novo autor tem para expor sua criação, fazer leitura dramática, receber crítica. “É uma troca”, disse ele.

Na Inglaterra, os autores têm na Paines Plough a garantia da leitura de textos. Segundo Tessa Walker, a companhia lê todos os textos que lhes são enviados, antes de uma seleção. “São quase 500 por ano”, disse ela. “O que procuramos fazer é com que um bom jovem dramaturgo se torne excelente. Buscamos o diretor e o elenco mais adequados possível ao texto”, explicou Roxana.

Com mais de 30 anos de existência, a Plaines Plough foi a companhia inglesa responsável pelo lançamento de alguns dos mais importantes dramaturgos da história, incluindo Sarah Kane, Mark Ravenhill e Dennis Kelly. Segundo suas diretoras, a companhia não procura temas específicos, mas autores que tenham relações mais específicas com o mundo.

segunda-feira, abril 27, 2009

sobre a morte

Colossus
de Goya


Sentimos que a vida pode acabar no próximo segundo. Temos esta intimidade doentia com a morte. Ela nos escuta a noite, nos coloca no colo, nos faz sonhar com a sobrevivência, com sua foice de sombras e expectativas. Falamos sobre morte nas conversas com nós mesmos na cama, no escuro da mente (para a morte não escutar), por que a morte vive aqui dentro do meu quarto, aqui dentro do armário, dentro do edifício, dentro deste bairro, da cidade, do estado, do continente, dos oceanos, ela está sempre nos olhando de cima, a espreitar com seus facões o piso sujo da avenida que diariamente a nossa vida é obrigada a ultrapassar. A morte só é viva quando preenchida com vida e quanto mais significativa é a vida, mais poderosa é a morte.


A morte nos quer vivos

domingo, abril 26, 2009

Mapa Tallis - o Brasil do século 19 na visão dos cartógrafos ingleses

clique na imagem para amplia-la


para ver o mapa com mais detalhes, clique aqui

Descrição

Este mapa do Brasil é um mapa Tallis, identificável pelo estilo pergaminho nas bordas e pelas cenas ricamente ilustradas nele inscritas. John Tallis e Cia. era uma empresa britânica de cartografia que funcionou entre cerca de 1835 a 1860. O mapa foi elaborado e gravado pelo cartógrafo John Rapkin. Os mapas Tallis eram conhecidos por seus desenhos precisos e numerosos topônimos e detalhes geográficos, bem como pela utilização de áreas sombreadas para indicar características topográficas. A beleza artesanal do mapa pode ser vista nas ilustrações coloridas dos quatro cantos que mostram "Barcos no Rio Negro" (canto superior esquerdo), "Santa Catarina" (canto superior direito),"Montevidéu" e "Cabo de Santo Antonio, Bahia" (abaixo, à esquerda), e "Rio de Janeiro" (abaixo, à direita).

Para vasculhar um pouco mais, entre no site http://www.wdl.org/
Carlos Carah


Entre no site http://www.baixocalao.com/carah/ e confira o trabalho incrível do cara.

sábado, abril 25, 2009

a bebida gera calor

As moléculas de lama arranham o pensamento com partículas de caos e chuva de inverno estou no meio do redemoinho lembrando as projeções que criei durante os segundos passados a calor e sucção do espírito estou preso a estes segundos eles me sufocam me atribuem funções de desgosto e frivolidade um esguicho de fisionomia oracular em minha existência limitada.

Sim.

A bebida

Gera

Calor.

quinta-feira, abril 23, 2009

Blog do Luiz Felipe Leprevost

http://www.notasparaumlivrobonito.blogspot.com/

balbucios de blues

Gosto quando chove.
É como se cada gota fosse um recorte da noite
roçando contra o hálito das luzes nos postes.
É como a ferrugem nas cordas do violão
deflagrado por balbucios de blues
pingando nas pupilas.
A chuva me fissura a mergulhar em poças d´água
a procura do avesso dos pulmões sujos de nicotina.
Eu gosto quando chove.
A chuva me conduz ao frescor dolorido
do dente nascendo na boca do neném.

Leprevost


Apareçam!

quarta-feira, abril 22, 2009

Genial

Clique aqui http://uploads.ungrounded.net/221000/221483_Play.swf
Miles Davis

segunda-feira, abril 20, 2009

Para lembrar da tristeza


O dia calou

Chorou num canto da sala

Um cachorro perdido

No meio da rua

Um exílio de lágrima

E chuva

Estas coisas

Que acontecem

Quando alguém

Vai embora

Sem acenos, sem promessas

Sem bilhete na geladeira

Sem falar que

“não foi culpa sua”

sem e-mails, desabafos,

lavação de roupa suja

Enfim sozinho

Sem sombra

De dúvida.

sábado, abril 18, 2009

vandalismo do bem

Heart of a hunter (poem 86)

Select poems by Ezra Pound (poem 1)

The Idea

Cut the bindings off of books found at a used book store. Find poems in the pages by the process of obliteration. Put pages in the mail and send them all around the world. Lather, rinse, repeat.This site is a chronicle of a very specific set of collaborations between the artists listed below working on the titles listed below.

Para saber mais entre aqui

sexta-feira, abril 17, 2009

A cor branca do tédio


O barulho das pálpebras

O ritmo da insônia a martelar

Os pregos da cama

Dos quadros na parede branca

Do mofo na parede

Branca

Com certeza

Hoje um casal se separou

Por um motivo ridículo

E um suicida num cubículo

Se alimenta vorazmente

Do próprio vazio

Nas ruas

O som da metalurgia

A fumaça do frio e dos cigarros

A liturgia do trânsito

O lento atendimento da previdência

O micro crédito da loja endividando

O povo com parcelas da tv

29 polegadas

Por onde anda o herói

Que irá nos salvar

Deste tédio?

Quando foi que perdemos

A divindade

Para estas discussões

Sobre o nada?

quarta-feira, abril 15, 2009

Vamos tirar Jesus da cruz!

terça-feira, abril 07, 2009

Set list “Música de Apartamento” (a ordem ainda não está definida)

foto: Albert Nane

1 - Risada
2 - Valsa do novo casal
3 - Valsa do apartamento (valsa do solteiro)
4 - Mercadoramama
5 - Sono de pedra
6 - Ninguém ouve ninguém
7 - Seguro de vida
8 - Coração cafona
9 - Choro suicida
10 - Porta-retrato
11 - Domínio público
12 - Chora
13 - Música de apartamento (prelúdio 5)

Música de Apartamento (Prelúdio 5)

(Heitor Villa-Lobos e Alexandre França)

Chega mais perto que eu quero te amar

Você sabe que faço a faxina do lar

Tudo pra te agradar

Tudo pra te encontrar

Pra você ficar bem, enfim

Sempre, pra sempre

Até que eu desista

De tanto carinho

De tanto passar nossas roupas

Lavar

Toda tarde a louça

E os vidros da sala

E as coisas jogadas

No quarto

Que no início

Foi cenário

De um amor

Extraordinário

Tão sincero

Um teatro que

Não passa na globo

Mas meu corpo

Sucumbia

As tarefas

Da rotina

Meu

Conviva

Sonhava

E eu

Tomava

Remédio

Com neuroses

Não dormia

Eu perdi a paz

Veja bem

Eu quero que você entenda

Eu te amo, mas

Não posso aceitar a vida como está

Eu não tenho mais sossego

Vou me preparar

À noite

Calmantes

Meu sono e só

Mas se eu resolver sair

Para o bar beber e ouvir

Músicas de apartamento

Agora fazem mais sentido para mim

Já que agora estou aqui

Só quero me divertir

Paro de pensar em casa

E penso que agora eu posso ser feliz

Pra valer

Se for morar lá em casa um dia

Cê sabe que faço a faxina do lar

Tudo pra te agradar

Tudo pra te encontrar

Pra você ficar bem, enfim

Sempre, pra sempre

Até que eu desista

De tanto carinho

De tanto passar nossas roupas

Lavar

Toda tarde a louça

E os vidros da sala

E as coisas jogadas

No quarto


segunda-feira, abril 06, 2009

Som de cristal (não, não estou falando daquela boite na cruz machado)



Via Reka Baby

domingo, abril 05, 2009

Entendam por que "chamar na chincha".

quinta-feira, abril 02, 2009

Livros para que?!


Não gosta de ler? Tem horror às palavras? Então descubra o que fazer com a biblioteca dos seus avós aqui.


afundando

Me afoguei na sua voz
Lendo as palavras
Que escrevia sobre você

terça-feira, março 31, 2009

Barulhos do fim


Morri suave, aqui do décimo oitavo andar

Um inseto que morre sem querer

Sem que a morte toque seu ombro esquerdo

Janela fechada na cara

Com as asas intactas

Braços cruzados no peito

E a esquadrilha da fumaça a resgatar

Nossas curvas de pensamento.

Morri distante e impreciso

Curitiba sorrindo no canto

Do olho de um vira-latas sarnento

Majestosamente alterado por

Surras mentais e remédios vencidos

Morri engasgado,

Vaidade rasgando o estômago

Fazendo do ódio performance

Teatro para o povo

Uma multidão de ninguéns

A aplaudir meu último salto.

Morri como se deve morrer

Um planeta

Definhando em minha terra estéril

A espera do messias

A espera de Deus

A espera da recepcionista

Telefonista, balconista, caixa de supermercado

A espera de uma explicação do gerente

Do político, do coronel, da mãe, do pai, dos irmãos, dos amigos

A espera do telefonema

Na hora exata.

Ninguém comentou o fato.

Morri no instante da pausa

Sem que nenhum vizinho saísse

Incomodado de casa.

quinta-feira, março 26, 2009

CANCELADA A TEMPORADA DA PEÇA "MENTIRA!"

Por problemas técnicos e de logística, a Dezoito Zero Um - Companhia de Teatro informa que a temporada no Festival de Curitiba do espetáculo "Mentira!" foi cancelada. Entraremos em nova temporada no semestre que vem. A companhia informa também que o dinheiro das pessoas que já compraram seu ingresso será devolvido. Aguardem mais informações. 

segunda-feira, março 23, 2009

Claudete Pereira Jorge no blog de teatro "Cacilda" da Folha de São Paulo


23/03/2009

Galharufas 7

Claudete Pereira Jorge

A primeira vez que ouvi falar em galharufa foi com o ator paranaense

Sansores França. Na época fiquei curiosíssima para saber o que era a

tal da galharufa. Sansores me dizia que para ser uma verdadeira atriz

eu deveria receber uma galharufa, o que me deixou de cabelo em pé,

pois não tinha idéia do que era. A partir de um determinado ponto da

minha carreira, ele disse que eu já tinha adquirido a dita cuja.

Fui saber o que era de fato, quando recebi uma galharufa de verdade

do diretor Ademar Guerra, na peça Colônia Cecília, montada pelo TCP.

Ele, num certo momento dos ensaios, tirou todo o texto da minha

personagem para ver o que eu faria em cena. Ele me dizia

“vamos ver o que você é capaz de fazer sem esta sua voz”.

Recebi ainda uma outra do diretor Marcelo Marchioro, quando tirei a

rótula do lugar durante um espetáculo e tive que colocá-la de volta

no mesmo instante para continuá-lo, e de fato fui até o fim da peça.


Galharufa é um ritual de passagem de “você achar que é uma

atriz”, para “ser de fato uma atriz”. Você ganha uma galharufa

sempre que você se supera. Quando num instante decisivo,

você realmente “atua".

Às vezes a galharufa é encarada como um trote.

Certa vez, o Alexandre França fez uma série de leituras dramáticas

com textos seus. Inventei uma história de que um deles seria lido na língua

do P.

Minha filha Helena Portela ajudou com a galharufa, ensaiando o texto

na língua do P sempre que o França aparecia aqui em casa. Ele caiu direitinho.

Só foi descobrir na hora da apresentação que tudo se passava de uma

grande brincadeira.

Sempre levo o meu São Jorge e o meu Santo Expedito para o camarim.

Chego bem cedo ao teatro para me tranqüilizar.

Brinco com o elenco, com o pessoal da técnica. Faço uma oração,

fumo um cigarro e entro em cena.

Teatro da Caixa Cultural - Curitiba

Fringe

domingo, março 22, 2009

Estréia HOJE!



Apareçam!
Entrevista para o Blog do Caderno G

por Marcio Renato dos Santos

foto: Albert Nane

O que é Curitiba?
Curitiba é uma renite que tentamos, a todo custo, curar entre edredons e livros do Dostoievski. É o frio que escondemos nos copos de cerveja e nas brasas de cigarro. Uma sala de estar vazia. O crack fumado por moleques friorentos. As luzes congeladas da nova iluminação branca da cidade. O boné do menino classe média roubado dentro do tubo do expresso. As favelas escondidas pelas campanhas publicitárias. A neve européia que ainda aguardamos. A cachaça tomada logo pela manhã por guardadores de carros. Os apartamentos mofados do centro. Reuniões literárias, recitais de poesia, indivíduos criticando amargamente seus colegas de trabalho. O vinho Campo Largo tomado por jovens nas esquinas do bairro São Francisco. A Cruz Machado abrigando musas desgastadas e músicos veteranos. A Ilíada decorada e declamada na casa da atriz Claudete Pereira Jorge. O templo do Dario Vellozo ainda ecoando em nossos ouvidos. Dalton Trevisan e a sua casa na Ubaldino. A Rua XV entulhada de lojas Diva. Os costelões 24 horas. O céu cinza. Os lambrequins que ainda resistem em casas polacas. Livros escritos por curitibanos, perdidos em prateleiras de grandes livrarias. Talentos diminuídos pela ignorância e pela falta de compreensão. Gente querendo reconhecimento de maneira obsessiva. Gente com medo de olhar na sua cara. Gente sorrindo forçosamente na festa de inauguração do último bar da moda. Um curitibano falando mal de Curitiba. Este mesmo curitibano com medo de morar fora.

Quer ler a entrevista completa? É clicar só aqui http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/blogdocadernog/?id=869651

segunda-feira, março 16, 2009

APAREÇAM!

quarta-feira, março 11, 2009

Deu no Blog do Festival de Curitiba

França e Brasil se encontram no palco e em debate

O diretor de teatro Walter Lima Torres vai falar sobre as influências recíprocas entre a França e o Brasil nas artes cênicas. O encontro faz parte do Café Philosophique, bate papo promovido pela Aliança Francesa de Curitiba, no dia 27, às 19h no café Babette, rua Prudente de Morais, 1101. A entrada é gratuita.

Walter Lima Torres também é professor de estudos teatrais na Universidade Federal do Paraná e doutor em Artes do Espetáculo pelo Instituto de Estudos Teatrais da Universidade de Paris III, Sorbonne Nouvelle. Da França, colaborou com o jornal O Correio Brasiliense, escrevendo artigos e críticas sobre espetáculos ocorridos em Paris.

É uma boa ocasião para o tema. Em 2009 é comemorado o ano da França no Brasil, acordo de cooperação assinado entre governantes dos dois paises. Ainda sobre a relação França-Brasil o espetáculo “Mentira” da companhia de teatro Dezoito Zero Um discute a revolução francesa através de um encontro fictício entre dois importantes personagens históricos do levante: Jacques-Louis David e Charlotte Corday.

A peça fica em cartaz no espaço cultural Falec. Confira datas e horários no link do Fringe neste site.



A Dezoito Zero Um companhia de teatro reúne atores de outros quatro coletivos de Curitiba

Festival de Curitiba

O poeta, autor e diretor teatral Luis Fernando Leprevost apresenta o show “Eu Sou uma Dupla Sertaneja”, misturando rock com percepções da contemporaneidade e do mundo urbano, juntamente com a banda Normas da ABNT e com participação especial de Thayana Barbosa e Léo Glück.


Liquespace é a banda do músico e compositor Marcelo França, conhecido desde a década de 90 por suas composições de cunho poético e inovações musicãis, vem acompanhado por Fernando Rischbieter guitarra, Júlio Epifany bateria, Denis Nunes baixo, Alonso Figueroa voz teclados acordeon e programações. www.myspace.com/liquespace


Apareçam!

terça-feira, março 10, 2009

Arte X política no Festival de Curitiba


- “Os dois lados mentem. A senhora não percebe isto?!”.

Diz uma das personagens que é prontamente interrompida pela camareira do teatro:

- “‘Os dois lados mentem’ é coisa da sua cabeça, seu autor. Ele não falaria isto!”.


De um lado, dois personagens da Revolução Francesa, Charlotte Corday e Jaqcues Louis David, debatem sobre o sentido da arte num tempo de revoluções e cabeças cortadas. Do outro, autor e camareira discutem a respeito de qual posição política a peça que ali ocorre deveria tomar: esquerda ou direita.


Assim é o funcionamento do espetáculo Mentira! , que terá sua estréia nacional no Festival de Curitiba no Espaço Cultural Falec. Dois planos de realidade entram em conflito, a partir do momento que a visão do autor é criticada pela camareira do teatro.


No palco cada personagem será interpretada por dois atores, que integram dois grupos de atuação: A e B. Assim, num diálogo de espelhos, o conflito muitas vezes aparece no equívoco; nas falhas de comunicação entre os planos de realidade e os grupos de atuação. As conclusões ficarão a cargo do espectador, que será convidado desde o começo a participar deste jogo de linguagem e convencimento.


A dramaturgia e direção são de Alexandre França que além de Mentira! estará com outros dois textos em cartaz no Festival: Final do Mês e Habituès. A peça conta ainda com a participação de atores de diversas companhias de teatro da cidade, que vem marcando presença na produção local, tais como: Companhia Silenciosa, Companhia Elenco de Ouro, Heliogábalus, Cia. Despida de Teatro e Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro (esta última, fundada pelo autor e diretor em parceria com as atrizes Verônica Rodrigues e Helena Portela). A idéia é misturar a linguagem e a bagagem artística de cada artista envolvido, com o objetivo de proporcionar ao espectador um espetáculo único, que passe longe do lugar comum.


Serviço

Mentira!

Texto e Direção: Alexandre França

Com Verônica Rodrigues, Simone Magalhães, Maia Piva, Kassandra Speltri, Leo Glück, Helena Portela, Ricardo Nolasco e

Paulo Vinícius.

Part. Especial - Luthero de Almeida.

Trilha: Gilson Fukushima

Luz: Karol Gubert

Realização: Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro.




em Março de 2009

dia 26 as 18 horas;

dia 27 as 21 horas;

dia 28 as 12 horas;

dia 29 as 15 horas.




No Espaço Cultural Falec

Na Mateus Leme, 990

ao lado da pizzaria Calabouço.

terça-feira, março 03, 2009



Finalmente, o cartaz finalizado.
Apareçam!

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segunda-feira, março 02, 2009

Gelo dos olhos

Na nossa hora
Paro com o violão, com o toque duro
Das cordas de aço e falo, falo, falo
No lugar do silêncio dos ouvidos
Das paredes mofadas do meu quarto

À noite aperto o mute da tv
Para que o mundo não invada
À força a nossa casa
Com chutes e pontapés

O diálogo é a nossa missa

Parte das minhas roupas
Você jogou fora
Parte está fora de moda
(você me protege de vesti-las)
Mesmo dormindo me sinto seguro
Submerso num micro-cosmos de
Pequenas deliciosas mentiras

Não à toa saio à noite
Entre copos, cigarros e isqueiros
Onde busco a todo custo
Outra fonte de oxigênio

Mas deixar este teto, não
Isto são outros quinhentos
Nunca poderia esquecer
A mulher que
Derreteu
O gelo dos meus olhos.

domingo, fevereiro 22, 2009

Mentira! no Festival de Curitiba



Para comprar o ingresso, clique aqui

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Dica da semana - O Lutador.

Em março - três sugestões de espetáculos no Festival de Curitiba

Final do Mês
Comédia | Curitiba/PR | Teatro da Caixa Cultural | Dias 22
às 18 horas, 23 às 21 horas, 24 às 15h, 25 às 18h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5
Uma mãe, uma filha que depende desta mãe e uma
dívida de R$ 6 mil. Esta é a fórmula utilizada na nova
produção da Dezoito Zero Um - Cia de teatro, que vem
apresentar um novo olhar sobre a relação de pais e
filhos. No elenco, a consagrada e premiada atriz paranaense,
Claudete Pereira Jorge, contracena com sua
filha na vida real, Helena Portela.

Mentira!
Teatro fantástico | Curitiba/PR | Centro Cultural Falec |
Dias 26 às 18 horas, 27 às 21 horas, 28 às 12 horas e 29 às
15 horas Ingressos: R$ 10 e R$ 5
Mentira coloca no palco o encontro fictício entre dois
personagens históricos da revolução francesa: o pintor
Jacques-Louis David e Charlotte Corday, membro do
partido Girondino (a direita da época) e assassina de Jean
Paul Marat, um dos articuladores da Revolução. Aqui, num
insólito encontro, Charlotte tenta convencer David a pintar
um quadro denunciando o regime de terror instalado na
França.

Habituès – O Longo Caminho de
Dois Freqüentadores de Boteco
Comédia | Curitiba/PR | Teatro João Luiz Fiani | Dias 20, 21,
22, 27, 28 e 29 às 21h e 19, 25 e 26 às 18h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15
O espetáculo se aventura pelo obscuro submundo do
alcoolismo, contando a história de dois amigos, alcoólatras
terminais, que discutem a respeito de suas vidas,
seus arrependimentos, seus amores e suas perdas. A
encenação buscou referências na linguagem do Teatro
do Absurdo, criando, assim, uma atmosfera calcada no
discurso feito pelos dois freqüentadores de boteco. O
resultado foi um espetáculo com uma estética que remete
ao cinema noir, no cenário, figurinos e interpretação
dos atores, porém gradeado por uma ambientação
periférica moderna, buscando transmitir a eternidade
do tema.

Apareçam!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Contruir castelos leva tempo e dinheiro

Na infância
Enrolava no dedo
A linha da tarde
Sem mulheres armas
Cargos poderes e responsabilidade
Contando os centavos
Até conseguir um real ou dois

Ou um castelo
Para o meu quarto
Feito de moeda
Desvalorizada.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Um casal em duas versões que se completam (por França e Reka)


Primeira versão


Não quero envelhecer

Concluindo que

Qualquer mulher

Ao meu lado

Deverá arrumar minha cama

Ao amanhecer

E lavar a louça

E lavar a roupa

E lavar a casa

E lavar até o último dia

O meu passado

E lavar a todo custo

O meu corpo

E limpar do meu rosto

Toda a irregularidade

De ser enfim

Homem.


Alexandre França


Segunda versão


Não quero envelhecer

Concluindo que

Para qualquer homem

Ao meu lado

Deverei arrumar sua cama

Ao amanhecer

E lavar a louça

E lavar a roupa

E lavar a casa

E lavar até o último dia

O seu passado

E lavar a todo custo

O seu carro

E limpar do seu rosto

Toda a irregularidade

Em ser enfim

Sua mulher


Reka

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Na língua do "p"



Quem conhece a história sabe o porque da minha cara de preocupação. Cleber Braga, Helena Portela e Eu - com medo de que o texto "As Noivas" seja falado na língua do "P".

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