.

sexta-feira, agosto 31, 2007

POEMA CARTAZ - espero todos vocês no dia 2 de setembro

Feira do Poeta
02 DE SETEMBRO - (DOM.)
Abertura do Projeto.
Lançamento e autógrafos do POEMA-CARTAZ Coito
Poeta Mario Domingues
Artista plástico Glauco Pessôa
Leitura e música, com o poeta Alexandre França
Local : Feira do Poeta. Sede da Coordenação de Literatura / Palacete Wolf - Andar Térreo. Praça Garibaldi, 7
Horário: 11h

11 DE SETEMBRO - (3ª F)
Abertura do projeto PALAVRA DE POETA
Poetas
Luci Collin, poeta e ficcionista
Antonio Thadeu Wojciechowski, poeta e escritor
Mediador
Ivan Justen Santana, poeta e tradutor
Performance
Emílio Pitta, ator, diretor e autor teatral
Local : Feira do Poeta. Sede da Coordenação de Literatura / Palacete Wolf - 2º andar. Praça Garibaldi, 7
Horário: 19h

28 DE SETEMBRO - (6ª F)
Abertura do projeto ALMA
Palestra com a poeta, letrista e tradutora Alice Ruiz
Local: Feira do Poeta. Sede da Coordenação de Literatura / Palacete Wolf - 2º andar. Praça Garibaldi, 7
Horário: 19h30m

segunda-feira, agosto 27, 2007

absurdos

É um absurdo
O que eles fazem comigo
E com você
Apertando parafusos
que já foram afrouxados
Alfinetando a textura vodu
de nossas réplicas estáticas
E felizes para sempre
É um absurdo esta sonda
a nos perfurar a medula
E a nos dizer baixinho
E rindo sobre o inimigo
Mulheres gozando destruições,
Demolições e
Rompimentos.
Eles nos querem separados
O x e o y em outros corpos
A dúvida entre nós dois
A cada foto.
É um absurdo
Arrumaram o nosso quarto
E recolocaram os livros na estante
E amarraram o cadarço
Da saudade
Batizaram a nossa bebida
Nos incitaram a dizer “verdades”
É um absurdo o que eles fazem
E é um absurdo brigar
Com qualquer um que não seja
Eles.
Imperdível

segunda-feira, agosto 20, 2007

Momento em que foi composta a canção "como numa brincadeira". Bons tempos da Casa da Claudete.

sábado, junho 30, 2007

Mundo dopado

Ontem vivi um mundo dopado
Ao lembrar de você
Cactos disfarçados de magnólias
Feridas abrindo flores, pingando pétalas
E a história passando de bicicleta
Pela via rápida
Um éden sufocado pela redoma
Do suvenir de plástico em minhas mãos
Nevando numa casinha de madeira
Nuvens caindo em meus dedos como luvas
Um piano de brinquedo tocando uma sinfonia
As cores das frutas da feira
Na minha cabeça
No beijo na boca
Ontem vivi um mundo dopado
Ao lembrar de você
Cidades em caixas de fósforo
Chamas encarceradas no espírito
Um cara correndo milhares de quadras,
Atrás de uma mulher vestida de noiva
Concretizando o final de um filme
Transformando clichês hollywoodianos em
Universos paralelos
Ontem vivi um mundo dopado
Ao lembrar de você
Na rua uma floresta de notas barrocas
De vozes e vodka, de corpos abraçados
De olhos afogados
Pelo amanhecer
A retina vidrada, as mãos trêmulas, a mandíbula dura,
O estômago se liquefazendo, suspiros em bolhas de sabão
Eu ali deitado, quase morto, sobre um bafo
De ópio e ódio, vivendo o ontem e o antes de ontem
A espera de que hoje
Você me acordasse
Pra realidade.

quinta-feira, junho 21, 2007

Carvão e Seresta no Myspace

Pra quem ainda não adquiriu o cd "a solidão não mata, dá a idéia", coloquei mais duas canções deste trabalho lá no myspace :Carvão e Seresta. Uma delas, feita em parceria com o meu amigo poeta Edson Falcão (carvão). Sempre lembrando que o cd já está a venda no site da saraiva

terça-feira, junho 19, 2007

Vozoff





Dia 21 (agora sim é vinte e um), quinta-feira, meu amigo Luiz Felipe Leprevost, que vocês já conhecem, estará no evento Vozoff produzido pelo Mário Domingues e pela Nena Inoue. Ele estará apresentando o seu trabalho solo, entitulado "Fumando o último cigarro do maço antes de atravessar a rua dos pingüins tristonhos." É dia 21, às 20horas, no ACT (Ateliê de Criação Teatral), Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305 - São Francisco (Fica bem atrás do Cemitério Municipal), e é de graça. Fone pra contato: 41 3338-0450. Apareçam.

segunda-feira, junho 18, 2007

É NO DIA 22

Enfim, não sei se vocês perceberam o erro do post anterior, mas o show na Saraiva do Shopping Cristal será no dia 22 (vinte e dois) na sexta-feira às 19:00 horas. Apareçam e divulguem.

sábado, junho 16, 2007

SHOW NA SARAIVA DO SHOPPING CRISTAL/ VENDA DO CD NA SARAIVA.COM.BR



Gente, próxima sexta (dia 22) vai rolar um pocket-show-voz-e-violão na Saraiva do Shopping Cristal às 19:00. Este show marca a venda do cd "a solidão não mata, dá a idéia" na loja da Saraiva. Lembrando que o CD já está a venda na saraiva.com.br.



Apareçam e ajudem a divulgar.

quinta-feira, maio 31, 2007

sim: eles conseguiram! ai, que saudades...




segunda-feira, maio 28, 2007

dica da semana
esquecimento

não se esqueça de mim, prédio
não se esqueça de mim, céu
não se esqueça de mim, asfalto
não se esqueça de mim, perdão
não se esqueça de mim, porta
não se esqueça de mim, janela
não se esqueça de mim, casa
não se esqueça de mim, solidão

lembre-se de me lembrar
e de me falar e de comentar
que estive aqui, falando coisas
lembrando coisas, lutando contra
o esquecimento
não se esqueça de mim
não se esqueça do meu olhar
do meu sorriso, da minha embriagues
e de como eu fico engraçado embriagado
e de como eu fico arrogante pela manhã
e de como peço licença
e de como eu caminho pela madrugada rumo ao sol

não se esqueça de mim, sol
não se esqueça do meu abraço
não se esqueça da minha carne
não se esqueça de tecer a carne
dos meus olhos nas facas da sua cabeça
não se esqueça

os que me odeiam
não se esqueçam de me odiar
e de comentar como sou imaturo
inconsequente, intolerante, indecente
os que sentem nojo de mim
lembrem-se da minha saliva, do meu gozo
do meu sangue escorrendo nas valas
do seu desgosto

não se esqueçam
dos dias que perdi
das noites que perdi
da esperança que me deu tchau
no ano novo

não se esqueçam de me atender
no dia de ano novo
e de me ligar e de me mandar mensagens prontas
e de apertar o botão rosa da ilusão e de falar "parabéns"
quantas vezes for necessário
e de me deixar ganhar a partida de sinuca
e de me deixar tomar a saideira
e de me lembrar de que já é tarde demais
para nascer, para lembrar, para esquecer
para dormir

para ter sono.

quarta-feira, maio 16, 2007

Lolita Pille





Depois de ler o livro da Lolita Pille (sim, o fenômeno editorial na França) "Hell", voltei a pensar sobre a questão do indivíduo na poesia. Voltei a pensar principalmente na questão do contexto e também da linguagem (mais especificamente na minha). Claro que "Hell" é um romance (Lolita não escreveu um livro de poemas...até aonde eu saiba), mas o que me intriga é a forma como ela se expõe no livro (quer dizer, não sei se o livro é baseado em fatos reais, mas o leitor tende sempre a acreditar que um pouco daquilo é real).

A pegada da moça, neste caso, é meio Bukowski, direta, cortada e sempre tratando sobre um "eu" controvertido (é uma pena que, em alguns poucos momentos, ela perca a mão beirando o piegas ao falar sobre o caso principal do livro, mas fazer o que, né). A grande diferença é que Bukowski falava sobre um desajustado fudido que não consegue se enquadrar no "sonho americano". Lolita fala sobre uma patricinha mega-ultra-rica (tipo, muito rica, topo da elite...daquelas que passam o feriado do dias das mães nas Ilhas Gregas só pra pegar uma cor) que se enquadra perfeitamente no modelo capitalista selvagem que vivemos atualmente. Ela, no livro, explode com a sua metralhadora verbal este modelo, mas não consegue sair dele. Está completamente presa à facilidade e à futilidade que este modelo lhe impõe. É o outro lado da moeda. É como se pegássemos um Chinaski da vida e entulhássemos dinheiro em suas entranhas.

A crítica dos dois, no fundo, incide sobre o ser humano. É neste ponto que eu queria chegar. Notem que são contextos diferentes, mas uma desilusão quanto ao indivíduo muito parecida. "Hell" (personagem do livro da Lolita) continuará se drogando, pois acredita piamente na falta de saída inerente ao ambiente que a rodeia. "Chinaski" continuará bebendo e "mandando ver", pois não aceita o mundinho artificial que a sua sociedade prega como o ideal (e, obviamente, não se submete aos sub-empregos e a subserviência existente neste tipo de sistema - ou seja, "Chinaski" não aceita "o patrão") .

Este paralelo é bem interessante de ser traçado. Ambos falam sobre a falta de saída (ou de entrada...hã, enfim) e, não sei por que, lembrei agora de um clássico da literatura: "Cândido, ou o otimismo" de Voltaire. Neste caso, um ser é idealizado para se expor a fraqueza moral do indivíduo (novamente o indivíduo) que possui uma esperança no amor e nos homens que beira ao absurdo - ah, neste sentido, tem também "O Idiota" do Dostoiévski, com uma potencialização na questão do dinheiro. Na "A Divina Comédia" de Dante, o inferno é idealizado para se expor os defeitos do ser humano (é claro que, no caso do Dante, a coisa ferve justamente por ele ter colocado toda a patota de pessoas que ele não gostava ardendo nas profundezas).

Enfim, escrevi tudo isto para dizer que acho "Hell" um livro completamente pertinente ao nosso tempo, no qual se percebe uma decadência notável no sistema que hoje impera no mundo. Acho que "Hell" segue uma tendência mundial da literatura: a de expor o individuo de uma forma ainda mais crua, sem recalques, sem máscaras, para assim se criticar o mundo em que vivemos.

terça-feira, maio 08, 2007

Vamos todo mundo ao Guairinha, às 18h, neste domingo, dia 13.

Gente, todos os leitores deste blog devem comparecer ao Guairinha neste domingo para ajudar a maior atriz do Paraná, a minha amiga Claudete Pereira Jorge. Ela vai para Grécia apresentar a Ilíada numa bienal de artes realizada em Tessalonic (acho que é assim que escreve) sob a direção do mestre Octávio Camargo. Para ajudá-la com os custos da viagem, os amigos que se reuniam em sua casa para criar, expor idéias, discutir conteúdos e bagunçar um pouco, estarão reunidos no palco do Guairinha (neste domingo) para trazer o mesmo clima da Casa da Claudete para o palco.


Como bem disse o Thadeu, "Vamos fazer uma festa pra essa mãezona que merece todo o carinho do mundo".

CLUBE CLAUDETE AO VIVO

IMPERDÍVEL

Alexandre França
Luiz Felipe Leprevost
Mazzarolo (Mázzar)
Octávio Camargo
Thadeu Wojciechowski
Troy Rossilho
Participação Especial: Seo Henrique

A catarse coletiva
Dos artistas do Clube
Vai até o público aberto
Recursos para a ida da
Companhia Ilíadahomero de Teatro
À Europa

Dia 13 de maio – DOMINGO
às 18 hora – Guairinha
Colaboração: R$ 20,00

Ajude a vender ingressos:Informações 9217-0979 / 9618-6292

segunda-feira, maio 07, 2007

Me perdoa

Estou de volta Curitiba
Lambendo com a sola dos pés
O seu asfalto como
quem lambe por vingança
A vulva de uma mulher
E a chuta na próxima esquina
Curitiba, minha putinha
Eu falo que te amo sem te amar
Eu beijo a sua boca
Com a pior das intenções
Curitiba, me perdoa
Por pensar em você
Durante as 24 horas deste seu tempo
Mofado
Curitiba, me perdoa
Por ficar, no final das contas,
Pra sempre ao seu lado

sexta-feira, abril 27, 2007


- PARA COMPRAR O CD -



Muita gente me enviou e-mails querendo saber como comprar o CD. Funciona assim (passo por passo):
1 - Depositar R$20,00 (R$15,00 do CD e R$5,00 das despesas do correio)
No Banco do Brasil
conta - 1405-2
agência - 15229
Em nome de Alexandre Gil França (sim, eu tenho um "Gil" no meio do nome, mas não sou parente do Ministro)
2 - Depois de depositar, mande um e-mail para contato@alexandrefranca.com.br com o número do documento do depósito e com o nome e endereço completos.
3 - Assim que eu receber este e-mail, mandarei um outro de resposta confirmando o pedido. Se você recebeu a resposta, é sinal que o CD já foi enviado para o seu endereço. Daí é só aguardar (demora de dois a três dias para chegar).
É isto
Grande abraço

frança

segunda-feira, abril 23, 2007

E amanhã

ALEXANDRE FRANÇA NA FNAC CURITIBA

A Fnac traz o compositor e cantor Alexandre França para apresentação de seu primeiro CD de canções, "Alexandre França - A solidão não mata, dá a idéia". Pocket show acústico.

Com um estilo ácido e direto de escrever letras, Alexandre não perdoa os defeitos e manias de seus personagens (prostitutas e cantores de bares), que acabam, através de um antilirismo, adquirindo contornos humanos bem próximos à realidade. Inspirado em compositores que vão de Lupicínio Rodrigues a Arrigo Barnabé, este cd é uma releitura contemporânea do tema noite, que foi tão recorrente na mpb do passado, e que hoje está praticamente esquecido. O CD (produzido e arranjado por Gilson Fukushima) conta com a participação de músicos da cena curitibana, como Endrigo Bettega, Sérgio Albach, Sérgio Justen e Guilherme Romanelli.

Terça-Feira 24/04/2007 Às 19:30, na Fnac Parkshopping Barigui
Informações: (41) 2141-2003
Entrada Franca

quarta-feira, abril 11, 2007

Não esqueçam!

segunda-feira, abril 09, 2007

ei, guria
então, sonhei que jogava boliche
numa pista de silêncios constrangedores
e a bola negra e brilhante
era o mundo derrubando os peões
inoperantes
a vodka, minha única arma branca
nunca quis me matar
e você me esperava na porta
balançando um chaveiro velho
pra lá e pra cá
eu te falava vem cá
você ficava sem nada a perder
eu beijava desajeitado
o seu sorriso parado no canto da boca e...
engraçado
isto no sonho me fez sorrir sem querer.

sexta-feira, março 30, 2007

Não dê bandeira

Ah, o céu azul
Ah, as ondas do mar
Ah, o amor
Ah, a alma
Ah, que chatice

quinta-feira, março 29, 2007

E mais uma vez

acordo de ressaca e um poema do grande poeta Sergio Mello me bota um sorriso na cara minutos antes de eu tomar o meu habitual cafezinho ali na esquina. Porra, parece que o Sergio estava ontem comigo no final da noite e me viu cometendo uns poemas desesperados em guardanapos.

Álcool

há um problema sério com álcool na família
meu tio bebe
e assassina o cunhado
meu primo bebe
e assalta um posto de gasolina
eu bebo
e escrevo um poema

Sergio Mello

Dezoito Zero Um no Facebook

Arquivo do blog