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sábado, abril 02, 2011

APAREÇAM!

terça-feira, março 29, 2011

segunda-feira, março 21, 2011

Cicatrizante



Com cachaças de vários sabores
Instalamos aos goles
O verão da cidade.
Perdemos a hora
Da fusão entre o tato e a imagem
(não éramos mais cada um
num canto da margem).
No ouvido da noite
Falamos aquilo que mais incomoda,
Como autistas falamos
Com nossos cachorros.
E os poucos que sobram
Na noite, não passam da dobra
Do tempo, invisível objeto
Escorado na cama.
A cruz pendurada em cima
Não faz melhor nosso coma.
Há chuva no meu pensamento
De paz ilusória.
Há lutos perdidos
Na noite de sons estridentes,
Cometas de olhos vazios
E duras correntes.
Carros nos atravessando
Bem rumo ao centro da gente.
Roncamos e aceleramos
nas bordas da mente.
Quebrando o sigilo da vida
A noite armo flagrante
Num fluxo de ácido e sangue
Afundo qualquer ferida.

O dia tem um poder
Cicatrizante.

domingo, março 20, 2011

Rodrigo Augusto, Anaterra e Banda Ananke

Caravela
canção de Rodrigo Augusto


O Rodrigo é um dos compositores mais sensíveis que eu conheci nos últimos anos (além de um querido amigo). Neste vídeo, a voz perfumada de Anaterra nos faz viajar para outro tempo e espaço. Vida longa a esta dupla maravilhosa de músicos. Orgulho de tê-los como amigos.

sábado, março 19, 2011

Golpes de faca

Há um impulso vermelho
Que invade os olhos
Sem nos pedir licença
Mostrando aos outros
A face doente
Das cores pálidas
Da realidade.
E não temos o tempo
Para impedir a fúria
Dos músculos roxos
E da tempestade
Que enfim construímos
Com o nosso balé
De socos e pontapés
Imprecisos.
E não importa o nível
De afeto, carinho ou
Revolta
Há sempre escombros
E pessoas em volta
Querendo acabar
De uma vez por todas
Com esta palhaçada
Chamada
Humanidade.

quarta-feira, março 16, 2011

Habitué no Festival de Teatro de Curitiba
dentro da Mostra Outros Lugares


sábado, março 12, 2011

Parceria com os amigos Troy Rossilho e Luiz Felipe Leprevost

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Mínimo Contato - no Festival de Curitiba

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Imperdível!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Tirado do blog do Linhares

SAIU NA REVISTA BRAVO!!!

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Texto de Mariana Delfini que saiu na Revista Bravo especial sobre Literatura. Suspeito que a dica foi dada pela Ana Paula Maia, ótima escritora do Rio de Janeiro (que já se lançou no mercado pela Editora Record e que tem um conto na primeira Revista Lama), e que é muito amiga do Fabz.
Valeu a matéria! Mariana faz por merecer. Um belo texto sobre belos jovens escritores brasileiros.
(Por que não rasgar uma seda, hein?)
Segue abaixo!!!
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(clique nas fotos para ler melhor... é óbvio!)
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Para acompanhar:
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http://contosdapolpa.blogspot.com/ e
http://www.revistalama.com.br/ de Fabiano Vianna
http://killing-travis.blogspot.com/ de Ana Paula Maia
http://bravonline.abril.com.br/ da Revista Bravo

sábado, dezembro 25, 2010

Trecho de FINNEGANS WAKE musicado por Octavio Camargo na voz de Troy Rossilho - Barra pesada!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

O imprevisível frio curitibano

Um cão
Quase morto de frio
Escondido num canto
Do chafariz da praça Zacarias
Assiste uma criança
Quase morta de frio
Correr antes que a chuva
A alcance.

O animal reconhece
Este cheiro de medo.

O cão quase morto
Quase antes de morrer
E dar o seu uivo de adeus
Corre atrás da criança
Como se precisasse
Desesperadamente
De um último
Dono.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Bacana!

domingo, dezembro 19, 2010

Gralha Azul valoriza linguagens atuais

Caderno G


18 de dezembro de 2010
Bruno Tetto/Divulgação / Vida premiou Ranieri Gonzalez como melhor ator e Rodrigo Ferrarini como coadjuvante

Teatro

Gralha Azul valoriza linguagens atuais

Favorito, Vida concentrou cinco dos 14 troféus em disputa, inclusive melhor espetáculo

Publicado em 18/12/2010 | Luciana Romagnolli

Enquanto se discute os rumos do Troféu Gralha Azul, e se o modelo atual não estaria limitando a principal premiação paranaense a uma função menos relevante no cenário teatral, sem reconhecer outras linguagens além das estabelecidas décadas atrás, a 31.ª edição fugiu da lógica recente, ao menos em parte. Premiou com cinco estatuetas o espetáculo Vida, da Cia. Brasileira de Teatro, na cerimônia realizada no Guairinha, na última quarta-feira.

Escolhido melhor espetáculo do ano, Vida é extremamente atual tanto pela dramaturgia fragmentada, que se sustenta em diálogos imperfeitos em vez de apresentar uma história convencional, quanto pela encenação, que põe os atores em cena atendendo pelos próprios nomes. Causa algum estranhamento, mas do tipo que amplia as possibilidades do que o teatro pode ser, e sempre com a preocupação de estabelecer um encontro genuíno com o público.

Marcio Abreu, nunca antes vencedor do Gralha Azul, saiu também com os troféus de melhor diretor e autor – no caso, de um texto original criado a partir da obra de Paulo Leminski. E a peça faturou as duas categorias de interpretação masculina.

A mais concorrida, a de melhor ator, premiou Ranieri Gonzalez. Ainda que fique difícil distinguir principais de coajuvantes na montagem, de fato Ranieri se destaca ao protagonizar um momento arrebatador – de vestido e salto alto, canta ao microfone um lamento sentido, diante da plateia que fica emudecia – e outro no qual se despe ao máximo das convenções dramáticas para apresentar casualmente as tatuagens que carrega no corpo. Como coadjuvante, o agraciado foi Rodrigo Ferrarini.

A premiação lembrou de dois outros espetáculos ao eleger as mulheres: a bailarina e atriz Juliana Adur, por Coração de Congelador – excluído da disputa a melhor espetáculo por muito pouco –, e Maureen Miranda, coadjuvante em Os Invisíveis.

Favoritismo

É cedo ainda, no entanto, para concluir que o Gralha Azul se abriu definitivamente às novas ideias. A concentração de prêmios em Vida confirma, antes, que o troféu não ignorou o favoritismo da montagem, já consagrada nacionalmente como destaque do Festival de Curitiba e com o Prêmio Bravo! de melhor espetáculo do ano. Será interessante acompanhar os resultados das próximas edições, sobretudo quando não houver um favorito tão evidente.

Por outro lado, a estatueta dada ao diretor Alexandre França como revelação, por Habitué, também destoa, em certa medida, de resultados das edições anteriores, por ousadias na maneira de tratar o tempo, o espaço, a luz e a presença da personagem de Maia Piva, espécie de consciência do protagonista.

Crianças

Entre os infantis, o Gralha Azul opunha principalmente Sobrevoar, da Cia. do Abração, e Lendas Japonesas, do Grupo Camelo. Este – uma história de contornos tradicionais sobre a mitologia nipônica, encenada com apuro visual e soluções simples que transportam para novos ambientes – ficou com os dois prêmios mais importantes: melhor espetáculo para crianças e direção, de Pretto.

Sobrevoar, indicada em cinco categorias, levou o Gralha Azul de melhor cenário. Assim como Metaformose – Reflexões de um Herói Que Não Quer Virar Pedra, do Grupo Delírio, que concorria a igual número de troféus, inclusive o de melhor espetáculo, saiu apenas com o de melhor iluminação, entregue a Beto Bruel.

Premiados

Nove espetáculos foram contemplados pelo 31º Traoféu Gralha Azul

Vida - Melhor espetáculo, direção (Marcio Abreu), texto original (Marcio Abreu), ator (Ranieri Gonzalez) e ator coadjuvante (Rodrigo Ferrarini). Troféu Epidauro concedido pelo Consulado da Grécia entre os espetáculos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Lendas Japonesas - Melhor espetáculo para crianças, direção de espetáculo para crianças (Pretto).

Coração de Congelador - Atriz (Juliana Adur).

Os Invisíveis - Atriz coadjuvante (Maureen Miranda).

Metaformose – Reflexões de Um Herói Que Não Quer Virar Pedra - Iluminação (Beto Bruel).

M.M.M. – A Montanha do Meio do Mundo - Sonoplastia (Edith Camargo).

Mentira - Figurino (Paulo Vinícius).

Sobrevoar - Cenário (Marcelo Scalzo e Blas Torres).

Habitué - Revelação (Alexandre França: diretor).

Prêmio Especial - Manoel Kobachuk Filho.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Ninguém mente tanto como o indignado

(...) Pois o homem indignado, ou quem está sempre dilacerando e rasgando a si mesmo (ou, em seu lugar, o mundo, Deus, a sociedade) com os próprios dentes, pode ser moralmente superior ao sátiro sorridente e satisfeito, mas em qualquer outro sentido ele é o caso mais comum, mais irrelevante, menos instrutivo. E ninguém mente tanto como o indignado. -

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal
trad. Paulo César de Souza

terça-feira, novembro 30, 2010

APAREÇAM!

quinta-feira, novembro 25, 2010

Mestre Faulkner

(...) Não poder. Vontade. Eu quero. Portanto é a velha carne afinal, não importa quão velha. Porque se a memória existe fora da carne, não será memória, pois não saberá do que se lembra, de forma que quando ela deixou de ser então metade da memória deixou de ser e se eu deixar de ser, toda a lembrança deixará de existir. Sim
– pensou - , entre a dor e o nada, escolherei a dor.

William Faulkner
Palmeiras Selvagens, pág 281
Trad. Newton Goldman e Rodrigo Lacerda

domingo, novembro 21, 2010

Habitué recebe quatro indicações ao Troféu Gralha Azul de 2010



A peça Habitué da Dezoito Zero Um - Companhia de Teatro recebeu quatro indicações ao Troféu Gralha Azul de 2010.

Entre elas:

- melhor ator, Otávio Linhares,
- melhor atriz coadjuvante, Maia Piva,
- melhor texto, Alexandre França
- e revelação (direção), Alexandre França.

A premiação acontece no dia 15 de dezembro às 20h30 no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), com Entrada Franca.

Confira aqui a lista completa de indicados

http://www.tguaira.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=423

segunda-feira, novembro 15, 2010

Habitué no 5° Festival de Teatro de União da Vitória



Super feliz de participar deste festival promovido pelo SESI e pelo SESC PR. Estarei ao lado de artistas maravilhosos como Claudete Pereira Jorge, Helena Portela, Marcelo Marchioro, Nina Rosa Sá, Uyara Torrente, Pablito Kucarz, Roberto Alvim, entre outros. Vamos fazer o possível para que a apresentação de hoje seja do caralho.

Habitué
Dia 16 de novembro – Terça-feira
20h
Cine Teatro Luz

Sinopse:
Uma mesa de bar, um copo americano e uma mente perturbada. Estes são os principais elementos que compõem a atmosfera da peça “Habitué”. Num tempo indefinido, um homem conversa, de uma forma quase esquizofrênica, com vozes que habitam inadvertidamente a sua cabeça e, ao tentar reconstruir a sua trajetória, é tragado por um turbilhão de questões morais mal resolvidas. No elenco, Otávio Linhares faz um quarentão solitário que busca na bebida um refúgio diante de um mundo infestado pela mediocridade e pelo tédio das horas. Seu objetivo maior é fugir a todo custo da rotina imposta pela sociedade. Seu maior medo é de acabar como o seu Paulo, o dono do bar que ele freqüenta: inválido e com uma doença terminal. Maia Piva faz a consciência deste alcoólatra. No espetáculo, a atriz chega a interpretar até quatro tipos de vozes diferentes. Um amigo, uma amante, a ex-mulher e a filha.


Ficha Técnica:

Elenco: Otávio Linhares e Maia Piva
Texto e Direção: Alexandre França
Iluminação: Karol Gubert
Cenário e figurino: o grupo
Trilha: Confraria da Costa
Realização: Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro

segunda-feira, novembro 08, 2010

Show voz e violão no On Lounge Café. É nesta quarta!

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