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quinta-feira, janeiro 06, 2011

Tirado do blog do Linhares

SAIU NA REVISTA BRAVO!!!

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Texto de Mariana Delfini que saiu na Revista Bravo especial sobre Literatura. Suspeito que a dica foi dada pela Ana Paula Maia, ótima escritora do Rio de Janeiro (que já se lançou no mercado pela Editora Record e que tem um conto na primeira Revista Lama), e que é muito amiga do Fabz.
Valeu a matéria! Mariana faz por merecer. Um belo texto sobre belos jovens escritores brasileiros.
(Por que não rasgar uma seda, hein?)
Segue abaixo!!!
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(clique nas fotos para ler melhor... é óbvio!)
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Para acompanhar:
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http://contosdapolpa.blogspot.com/ e
http://www.revistalama.com.br/ de Fabiano Vianna
http://killing-travis.blogspot.com/ de Ana Paula Maia
http://bravonline.abril.com.br/ da Revista Bravo

sábado, dezembro 25, 2010

Trecho de FINNEGANS WAKE musicado por Octavio Camargo na voz de Troy Rossilho - Barra pesada!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

O imprevisível frio curitibano

Um cão
Quase morto de frio
Escondido num canto
Do chafariz da praça Zacarias
Assiste uma criança
Quase morta de frio
Correr antes que a chuva
A alcance.

O animal reconhece
Este cheiro de medo.

O cão quase morto
Quase antes de morrer
E dar o seu uivo de adeus
Corre atrás da criança
Como se precisasse
Desesperadamente
De um último
Dono.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Bacana!

domingo, dezembro 19, 2010

Gralha Azul valoriza linguagens atuais

Caderno G


18 de dezembro de 2010
Bruno Tetto/Divulgação / Vida premiou Ranieri Gonzalez como melhor ator e Rodrigo Ferrarini como coadjuvante

Teatro

Gralha Azul valoriza linguagens atuais

Favorito, Vida concentrou cinco dos 14 troféus em disputa, inclusive melhor espetáculo

Publicado em 18/12/2010 | Luciana Romagnolli

Enquanto se discute os rumos do Troféu Gralha Azul, e se o modelo atual não estaria limitando a principal premiação paranaense a uma função menos relevante no cenário teatral, sem reconhecer outras linguagens além das estabelecidas décadas atrás, a 31.ª edição fugiu da lógica recente, ao menos em parte. Premiou com cinco estatuetas o espetáculo Vida, da Cia. Brasileira de Teatro, na cerimônia realizada no Guairinha, na última quarta-feira.

Escolhido melhor espetáculo do ano, Vida é extremamente atual tanto pela dramaturgia fragmentada, que se sustenta em diálogos imperfeitos em vez de apresentar uma história convencional, quanto pela encenação, que põe os atores em cena atendendo pelos próprios nomes. Causa algum estranhamento, mas do tipo que amplia as possibilidades do que o teatro pode ser, e sempre com a preocupação de estabelecer um encontro genuíno com o público.

Marcio Abreu, nunca antes vencedor do Gralha Azul, saiu também com os troféus de melhor diretor e autor – no caso, de um texto original criado a partir da obra de Paulo Leminski. E a peça faturou as duas categorias de interpretação masculina.

A mais concorrida, a de melhor ator, premiou Ranieri Gonzalez. Ainda que fique difícil distinguir principais de coajuvantes na montagem, de fato Ranieri se destaca ao protagonizar um momento arrebatador – de vestido e salto alto, canta ao microfone um lamento sentido, diante da plateia que fica emudecia – e outro no qual se despe ao máximo das convenções dramáticas para apresentar casualmente as tatuagens que carrega no corpo. Como coadjuvante, o agraciado foi Rodrigo Ferrarini.

A premiação lembrou de dois outros espetáculos ao eleger as mulheres: a bailarina e atriz Juliana Adur, por Coração de Congelador – excluído da disputa a melhor espetáculo por muito pouco –, e Maureen Miranda, coadjuvante em Os Invisíveis.

Favoritismo

É cedo ainda, no entanto, para concluir que o Gralha Azul se abriu definitivamente às novas ideias. A concentração de prêmios em Vida confirma, antes, que o troféu não ignorou o favoritismo da montagem, já consagrada nacionalmente como destaque do Festival de Curitiba e com o Prêmio Bravo! de melhor espetáculo do ano. Será interessante acompanhar os resultados das próximas edições, sobretudo quando não houver um favorito tão evidente.

Por outro lado, a estatueta dada ao diretor Alexandre França como revelação, por Habitué, também destoa, em certa medida, de resultados das edições anteriores, por ousadias na maneira de tratar o tempo, o espaço, a luz e a presença da personagem de Maia Piva, espécie de consciência do protagonista.

Crianças

Entre os infantis, o Gralha Azul opunha principalmente Sobrevoar, da Cia. do Abração, e Lendas Japonesas, do Grupo Camelo. Este – uma história de contornos tradicionais sobre a mitologia nipônica, encenada com apuro visual e soluções simples que transportam para novos ambientes – ficou com os dois prêmios mais importantes: melhor espetáculo para crianças e direção, de Pretto.

Sobrevoar, indicada em cinco categorias, levou o Gralha Azul de melhor cenário. Assim como Metaformose – Reflexões de um Herói Que Não Quer Virar Pedra, do Grupo Delírio, que concorria a igual número de troféus, inclusive o de melhor espetáculo, saiu apenas com o de melhor iluminação, entregue a Beto Bruel.

Premiados

Nove espetáculos foram contemplados pelo 31º Traoféu Gralha Azul

Vida - Melhor espetáculo, direção (Marcio Abreu), texto original (Marcio Abreu), ator (Ranieri Gonzalez) e ator coadjuvante (Rodrigo Ferrarini). Troféu Epidauro concedido pelo Consulado da Grécia entre os espetáculos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Lendas Japonesas - Melhor espetáculo para crianças, direção de espetáculo para crianças (Pretto).

Coração de Congelador - Atriz (Juliana Adur).

Os Invisíveis - Atriz coadjuvante (Maureen Miranda).

Metaformose – Reflexões de Um Herói Que Não Quer Virar Pedra - Iluminação (Beto Bruel).

M.M.M. – A Montanha do Meio do Mundo - Sonoplastia (Edith Camargo).

Mentira - Figurino (Paulo Vinícius).

Sobrevoar - Cenário (Marcelo Scalzo e Blas Torres).

Habitué - Revelação (Alexandre França: diretor).

Prêmio Especial - Manoel Kobachuk Filho.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Ninguém mente tanto como o indignado

(...) Pois o homem indignado, ou quem está sempre dilacerando e rasgando a si mesmo (ou, em seu lugar, o mundo, Deus, a sociedade) com os próprios dentes, pode ser moralmente superior ao sátiro sorridente e satisfeito, mas em qualquer outro sentido ele é o caso mais comum, mais irrelevante, menos instrutivo. E ninguém mente tanto como o indignado. -

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal
trad. Paulo César de Souza

terça-feira, novembro 30, 2010

APAREÇAM!

quinta-feira, novembro 25, 2010

Mestre Faulkner

(...) Não poder. Vontade. Eu quero. Portanto é a velha carne afinal, não importa quão velha. Porque se a memória existe fora da carne, não será memória, pois não saberá do que se lembra, de forma que quando ela deixou de ser então metade da memória deixou de ser e se eu deixar de ser, toda a lembrança deixará de existir. Sim
– pensou - , entre a dor e o nada, escolherei a dor.

William Faulkner
Palmeiras Selvagens, pág 281
Trad. Newton Goldman e Rodrigo Lacerda

domingo, novembro 21, 2010

Habitué recebe quatro indicações ao Troféu Gralha Azul de 2010



A peça Habitué da Dezoito Zero Um - Companhia de Teatro recebeu quatro indicações ao Troféu Gralha Azul de 2010.

Entre elas:

- melhor ator, Otávio Linhares,
- melhor atriz coadjuvante, Maia Piva,
- melhor texto, Alexandre França
- e revelação (direção), Alexandre França.

A premiação acontece no dia 15 de dezembro às 20h30 no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), com Entrada Franca.

Confira aqui a lista completa de indicados

http://www.tguaira.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=423

segunda-feira, novembro 15, 2010

Habitué no 5° Festival de Teatro de União da Vitória



Super feliz de participar deste festival promovido pelo SESI e pelo SESC PR. Estarei ao lado de artistas maravilhosos como Claudete Pereira Jorge, Helena Portela, Marcelo Marchioro, Nina Rosa Sá, Uyara Torrente, Pablito Kucarz, Roberto Alvim, entre outros. Vamos fazer o possível para que a apresentação de hoje seja do caralho.

Habitué
Dia 16 de novembro – Terça-feira
20h
Cine Teatro Luz

Sinopse:
Uma mesa de bar, um copo americano e uma mente perturbada. Estes são os principais elementos que compõem a atmosfera da peça “Habitué”. Num tempo indefinido, um homem conversa, de uma forma quase esquizofrênica, com vozes que habitam inadvertidamente a sua cabeça e, ao tentar reconstruir a sua trajetória, é tragado por um turbilhão de questões morais mal resolvidas. No elenco, Otávio Linhares faz um quarentão solitário que busca na bebida um refúgio diante de um mundo infestado pela mediocridade e pelo tédio das horas. Seu objetivo maior é fugir a todo custo da rotina imposta pela sociedade. Seu maior medo é de acabar como o seu Paulo, o dono do bar que ele freqüenta: inválido e com uma doença terminal. Maia Piva faz a consciência deste alcoólatra. No espetáculo, a atriz chega a interpretar até quatro tipos de vozes diferentes. Um amigo, uma amante, a ex-mulher e a filha.


Ficha Técnica:

Elenco: Otávio Linhares e Maia Piva
Texto e Direção: Alexandre França
Iluminação: Karol Gubert
Cenário e figurino: o grupo
Trilha: Confraria da Costa
Realização: Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro

segunda-feira, novembro 08, 2010

Show voz e violão no On Lounge Café. É nesta quarta!

terça-feira, novembro 02, 2010

APAREÇAM!

terça-feira, outubro 12, 2010

"Ninguém ouve ninguém", e a resposta para a pergunta "como conseguir o cd Música de Apartamento?"



Saiba como conseguir o seu cd "Música de Apartamento"

no itunes http://itunes.apple.com/us/album/musica-de-apartamento/id389848371

E em todo Brasil

- Todo o Brasil

FNAC - Tel: (11)3097-0022
CE - Fortaleza

Livraria Cultura - Fortaleza - Tel:
DF - Brasília

Livraria Cultura - Brasilia - Tel: 61 3410-4033
Livraria Cultura - Brasilia / Lago Norte - Tel:
PR - Curitiba

Fnac - Curitiba - Tel: ( 41)2141-2000
RJ - Rio de Janeiro

HPI - Novo - Tel: ( 21)3215-4943
RS - Porto Alegre

Liv. Cultura RS(Ode) - Tel: ( 51)3028-4033
SP - Campinas

Livraria Cultura - Campinas - Tel:
SP - São Paulo

Liv.Cultura - Market Place - Tel: ( 11)3474-4033
Livraria Cultura - Bourbon Shopp Pompeia - Tel: ( 11)3868-5100
Livraria Cultura - Paulista - Tel: ( 11)3170-4033
Livraria Cultura-Vil - Tel: ( 11)3024-3599

segunda-feira, outubro 11, 2010

Neste exato momento, escrevendo sobre ela

sábado, outubro 09, 2010

Cláudio Bettega
(12/06/1971 - 06/09/2010
)

Fique sabendo só agora do falecimento do amigo-poeta Cláudio Bettega pelo blog do Leprevost. Ataque de um coração revoltado de lirismo e solidão - onde foi parar toda aquela vontade de poesia? Grande camarada da noite, Cláudio era um daqueles caras que admiravam por demais a arte e os artistas. Tinha uma maneira meiga de lidar com as pessoas, sempre com um poema ou outro para declamar e, enfim, se relacionar mais intensamente com o mundo. Claudião viveu para e com a poesia. Sua poética simples e direta se confunde com a sua vontade de vida e liberdade. Sua solitária boemia era o combustível para o desenvolvimento destas rupturas poéticas que ele tanto amava. Bettega vai fazer falta na noite. Hoje em dia é cada vez mais dificil encontrar alguém que se entregue tanto ao estado poético como ele se entregou.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Crítica do site Curitiba Cultura sobre a peça Habitué

Papo cabeça saindo da Habitué


(Palmas)

Gostei, achei legal. LEGAL? é... essa coisa do sujeito conversando com ele mesmo, como isso toma forma. COMO VC PERCEBEU QUEM ERA QUEM? achei evidente pela atuação da iluminação sobre os personagens, pela presença de apenas um copo, que sempre ficava com a parte física da estória – o Otavio Linhares. E A PARTE NÃO FÍSICA, O QUE ERA? a parte não física era a consciência, o imaginário, as vozes que povoam esse imaginário. palavras que li no programa, antes de assistir a peça. E VC ACREDITOU NISSO? sim, acreditei. foi isso que vi no palco. E PQ ESSA CONSCIÊNCIA FOI ENCENADA POR UMA MULHER? poutz... bom... também segundo o programa são quatro vozes interpretadas pela Maia Piva: uma é a ex-mulher, a outra a namorada puta e a outra não percebi claramente, mas suponho que seja da filha dele. Ainda falta a masculina, que é o superego – interpretei assim pelo fato de sempre estar questionando, se impondo, jogando verdades na cara do otário. OTÁRIO MESMO, O QUE ELE FEZ COM A FILHA É LAMENTÁVEL... MAS ESSE SUPEREGO ERA UM BÊBADO ESTÚPIDO, NÉ? também achei. mas era sincero. o sobretudo nele me reforça essa impressão.CUIDADO PARA NÃO BATER NA PESSOA. O DEGRAU, DEGRAU... VC AINDA NÃO RESPONDEU O PQ DA MULHER... então, acho q reforça a questão feminina, num sei... E AQUELA PARTE QUE TIRA O BRINCO? SACOU? Não muito... EU ACHO QUE É UMA FORMA DE DAR ADEUS! pode ser... NÃO ACHOU UM POUCO MONÓTONO? não, acho que o ritmo é bom, a coisa é meio letárgica mesmo – o fim de um bêbado -, e existem os rompantes que elevam a tensão. E O ISQUEIRO? O isqueiro essa coisa de tentar, da repetição – que também é bastante usada nas falas - tipo sei lá, o eterno retorno, mas sobretudo uma coisa sem gás, sem chama. IH, OLHA, ELA VAI FALAR:

- E aí, gostou da peça?

http://www.curitibacultura.com.br/blogs/teatro/papo-cabeca-saindo-da-habitue

terça-feira, setembro 21, 2010

Para quem não foi no show em Sampa...

Chora
(Alexandre França, Octávio Camargo, Claudete Pereira Jorge e Rodolfo Jaruga)



Voz e violão: Alexandre França
Piano e arranjos: Davi Sartori
Acordeon e samplers: Alonso Figueroa
Percussão: Vina Lacerda

segunda-feira, setembro 20, 2010

Pocket Show do cd Música de Apartamento - amanhã (dia 21, terça) na FNAC do Park Shopping Barigui

APAREÇAM!

Data: Terça-Feira 21/09/2010 19:30A
fim de dar continuidade à boa repercussão da crítica com o seu primeiro
disco de canções "A solidão não mata, dá a idéia", Alexandre França
lança seu novo projeto, "Música de Apartamento”. O CD fala de maneira
inusitada sobre uma fatia da população já explorada na canção popular; a
classe média brasileira. O cenário de ponto de partida das letras foi o
símbolo principal desta camada da sociedade, o apartamento. Com uma
estrutura simples e intimista, voltada para poucos instrumentos e uma
rigorosa pesquisa de timbres, Alexandre traça o percurso trágico de um
homem comum. É neste ambiente fechado que o músico cria a sua poética,
com um tom quase cênico, misturando o espírito teatral com os ritmos
brasileiros.

terça-feira, setembro 07, 2010

APAREÇAM!

Habitué - Estréia dia 9 de setembro no Mini Guaíra







Sinopse da peça “Habitué”

Uma mesa de bar, um copo americano e uma mente perturbada. Estes são os principais elementos que compõem a atmosfera da peça “Habitué” que estréia dia 9 de setembro no Mini Auditório do Teatro Guaíra. Num tempo indefinido, um homem conversa, de uma forma quase esquizofrênica, com vozes que habitam inadvertidamente a sua cabeça e, ao tentar reconstruir a sua trajetória, é tragado por um turbilhão de questões morais mal resolvidas. No elenco, Otávio Linhares faz um quarentão solitário que busca na bebida um refúgio diante de um mundo infestado pela mediocridade e pelo tédio das horas. Seu objetivo maior é fugir a todo custo da rotina imposta pela sociedade. Seu maior medo é de acabar como o seu Paulo, o dono do bar que ele freqüenta: inválido e com uma doença terminal. Maia Piva faz a consciência deste alcoólatra. No espetáculo, a atriz chega a interpretar até quatro tipos de vozes diferentes. Um amigo, uma amante, a ex-mulher e a filha.

Ficha Técnica

Habitué

Com Otávio Linhares e Maia Piva
Texto e Direção: Alexandre França
Luz: Karol Gubert
Trilha: Confraria da Costa
Cenário e figurino: o grupo
Fotos: Olívia D’Agnoluzzo
Realização: Dezoito Zero Um – Companhia de Teatro

Serviço

Habitué

Local: Mini Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Brito
Rua Aminthas de Barros, s/nº
80060-200 - Curitiba - Paraná - Brasil
Fone: 41- 3047900

De 9 à 26 setembro

Quinta à sábado às 21h00

E domingo às 19h00

Ingressos
R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia entrada)

quinta-feira, setembro 02, 2010

E no Caderno G

Quinta-feira, 02/09/2010

Anaterra Viana/Divulgação

Anaterra Viana/Divulgação / Alexandre França e Edson Falcão: poetas que autografam obras inéditas na noite de hoje Alexandre França e Edson Falcão: poetas que autografam obras inéditas na noite de hoje
Mercado editorial

Uma aposta na poesia

Publicado em 02/09/2010 | Marcio Renato dos Santos

Alexandre França é um sujeito que concilia o lado lúdico com a praticidade. Ele escreve textos inventivos, compõe canções e ainda dá conta de fazer com que a sua produção tenha visibilidade.

Depois de ter publicado dois livros de poemas, gravado dois álbuns, além das cinco peças de teatro que estão em seu currículo, o curitibano de 28 anos acaba de criar uma editora. Trata-se do selo Dezoito Zero Um – Cultura e Arte, que lança na noite de hoje dois livros: a fachada e os fundos, de Edson Falcão, e de doze em doze horas, do próprio França.

O autor e editor afirma que o objetivo do selo é viabilizar, em um primeiro momento, obras poéticas que, na avaliação dele, não estão sendo publicadas pelas grandes editoras. Posteriormente, a meta é imprimir textos de dramaturgia. “Acima de tudo, meu projeto é veicular títulos que não tenham apelo comercial”, diz.

Os dois primeiros títulos mal foram impressos e França já anuncia que, em breve, vai publicar obras de Luiz Felipe Leprevost e Rodrigo Madeira, jovens autores que começam a encontrar ressonância entre o público ávido por poesia contemporânea.

Geracional

França conta que decidiu editar Edson Falcão, 31 anos, pelo fato de o poeta apresentar um texto, para ele, de muita qualidade. “O Falcão cria metáforas inusitadas”, comenta o editor. O poeta Jaques Brandt, no texto de apresentação do livro de Falcão, observa que o poeta realiza um fazer poético autêntico, “como água cristalina, que brota de uma fonte situada no interior”.

No livro de Alexandre França, a apresentação foi feita por Márcio Matanna, um nome respeitado entre dramaturgos e atores em Curitiba. Matanna chama a atenção para o fato de França tratar literariamente da vida noturna curitibana: “Se cada cidade madura tem seus mitos, então poderíamos afirmar que Curitiba cultiva em si mesmo o mito da solidão e o mito do suicida, e a poesia de França cava um túnel rumo ao fundo dessa mitologia”.

Sem parar

Dezoito Zero Um, além de ser nome de selo editorial, é o número do apartamento onde França vive e, sobretudo, o cenário em que ele trabalha continuamente. O poeta, compositor e dramaturgo finalizou um romance, que pretende deixar “descansando”. “Daqui a algum tempo, vou reler para ter uma visão mais crítica e poder resolver os eventuais problemas”, conta.

Mas, como nem tudo é apenas trabalho, no dia 14 de setembro ele desligará o computador para realizar a festa de lançamento do selo Dezoito Zero Um Cultura e Arte no Wonka Bar. Haverá show da banda Confraria da Costa, além da presença de Edson Falcão, Luiz Felipe Leprevost e do próprio França. Os poetas vão declamar textos e autografar livros.

Serviço

Lançamento dos livros a fachada e os fundos, de Edson Falcão e de doze em doze horas, de Alexandre França. Livraria Arte e Letra (R. Pres. Taunay, 40, dentro do Lucca Café), (41) 3016-6675. Dia 2, às 19h30. Os livros custam R$ 20 cada. Entrada franca.

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